Mulher obrigada pela Justiça a fazer cesariana recebe alta de hospital no RS
Gestante queria parto normal, mas juíza entendeu que ela e o bebê corriam risco de morte
Cidades|Do R7

A dona de casa Adelir Carmen Lemos de Góes, de 29 anos, recebeu alta no começo da tarde desta quinta-feira (3), do hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres (RS). Ela foi obrigada por uma decisão judicial a fazer uma cesariana. A mãe e o bebê passam bem.
Adelir deu entrada na segunda-feira (31) na unidade em início de trabalho de parto, segundo a Justiça. A obstetra de plantão avaliou que ela não poderia fazer parto normal. A paciente já havia feito outras duas cesarianas — as cicatrizes no útero poderiam se romper —, além disso, o bebê estava em pé.
A mulher se mostrou resistente à decisão da médica e assinou um termo de responsabilidade, alegando que iria para casa. Em seguida, a obstetra informou o Ministério Público sobre o caso.
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O promotor Octavio Noronha deu entrada em uma medida protetiva em que pedia à Justiça que Adelir fosse encontrada e recebesse o atendimento médico necessário, incluindo uma eventual cesariana. A juíza Liniane Mog da Silva determinou que a gestante fosse encaminhada ao hospital, e caso fosse preciso, com ajuda da polícia.
Ela foi levada de volta ao hospital, onde passou pela cesariana. A mãe e o bebê passam bem. O marido dela, Émerson Guimarães, de 41 anos, disse que pretende recorrer à Justiça para entender porque ela foi obrigada a passar pelo procedimento.
— Essa doutora tirou o direito da minha esposa de [fazer] parto natural, colocou ela em risco fazendo uma cirurgia e me tirou o direito de ver o nascimento da minha filha.















