“Nada vai trazê-la de volta, mas estamos aliviados”, diz mãe de vítima sobre prisão de serial killer em GO
Ana Lídia foi morta em um ponto de ônibus de Goiânia no dia 2 de agosto deste ano
Cidades|Sylvia Albuquerque, do R7

A adolescente Ana Lídia de Souza, de 14 anos, foi a última vítima apontada pela polícia do vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, suspeito de ser autor de 39 homicídios em Goiás. A mãe dela, Ada Moreira, conversou com o R7 e disse que a família está aliviada com a prisão e chocada com o perfil do assassino.
Ana Lídia raramente saía de casa. Era domingo, dia 2 agosto deste ano, quando ela decidiu ir até a loja da mãe ajudá-la. A adolescente estava em um ponto de ônibus quando o suspeito aproximou atirando. A garota morreu na hora.
— Minha filha gostava de atender o público. Eu sempre fui comerciante e ela gostava disso. Minha filha era maravilhosa. Gostava de estudar e morreu tentando ir até a loja me ajudar.
Ada afirmou que preferiu não ficar frente- a- frente com Thiago no dia em que a Polícia o apresentou, na última quinta-feira ( como suspeito de ter praticado as mortes. Ela disse que foi orientada a não comparecer na sede da polícia e evitar mais um sofrimento.
— Muitos familiares passaram mal e eu preferi evitar isso. Mas fiquei chocada com os depoimentos. Ele é uma pessoa arrumada, conversa bem, não dá nenhum indício de que faz essas coisas. Ele não passa uma má impressão.
A comerciante é separada do pai de Ana Lídia. Ela tem um filho de 12 anos, que faz companhia em momento de tanta dor.
— Minha filha era linda. Ela era fã do One Direction. São tantas coisas e nada vai trazer ela de volta.
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Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter matado 39 vítimas por esganamento, facadas e tiros. A TV Record teve acesso ao depoimento de oito páginas do suspeito. No documento, ele narra os 39 homicídios. A primeira vítima foi um jovem de 16 anos, chamado Diego Martins Mendes, que foi morto esganado em 2012. Ele disse que sentia remorso ao ver o noticiário dos crimes na TV e justificou que era tomado por "uma raiva tremenda", emoção que o fazia acreditar que precisava matar.
Entre janeiro e agosto, 15 mulheres foram mortas em Goiânia. Todas essas vítimas, que tinham idades entre 14 e 29 anos, foram mortas da mesma forma: um motoqueiro se aproxima, atira e foge sem levar nada. A partir desses assassinatos, uma força-tarefa com 150 pessoas foi instaurada pela polícia de Goiânia.












