Número de lares sem acesso à TV aberta ou por assinatura quase dobra em dois anos, diz IBGE
Brasil registrou 5 milhões de domicílios sem acesso a qualquer tipo de sinal de televisão; em 2022, eram 2,8 milhões nessa condição
Cidades|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília
RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil registrou 5 milhões de domicílios sem acesso a qualquer tipo de sinal de televisão, seja aberta ou por assinatura, em 2024. O número representa 6,7% dos lares do país e quase dobrou em relação ao total de 2022, quando eram 2,8 milhões de residências nessa condição.
Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Leia mais
A maior proporção de domicílios sem TV foi observada na região Centro-Oeste (8,6%), seguida pelo Sul (7,4%), Norte (7,2%) e Nordeste (6,8%). Já o Sudeste apresentou o menor índice, com 6%.
Nas áreas rurais, o percentual de domicílios sem sinal de TV chegou a 7,6%, enquanto nas urbanas foi de 6,6%.
Acesso à internet
Mais de 93% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet em 2024. O número representa um crescimento de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior e aponta para a aproximação da universalização do serviço no país.
Ao todo, 74,9 milhões de lares tinham acesso à rede.
O crescimento foi mais expressivo em áreas rurais, onde o percentual subiu de 81% para 84,8%, contribuindo para reduzir a diferença em relação às áreas urbanas, que registraram 94,7% de domicílios conectados.
A região Nordeste continua com o menor índice de domicílios conectados (91,3%), enquanto a Centro-Oeste lidera, com 96%. Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade, 89,1% utilizaram a internet nos três meses anteriores à entrevista — o equivalente a 168 milhões de pessoas.
Entre os grupos etários, o maior percentual de usuários está entre os jovens de 25 a 29 anos (96,4%). A menor proporção está entre pessoas com 60 anos ou mais (69,8%). Apesar disso, foi nessa faixa que houve o maior crescimento em relação a 2023 — 3,8 pontos percentuais.
A pesquisa mostra ainda que o uso da internet segue vinculado a fatores como renda e escolaridade. O rendimento médio domiciliar per capita nos lares com internet foi de R$ 2.106, valor 70% superior ao dos domicílios sem acesso (R$ 1.233).
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













