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O que é o ciclone-bomba, que pode provocar fortes temporais no Brasil

Fenômeno climático pode causar impactos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ciclone bomba coloca São Paulo em alerta máximo a partir de quinta-feira, com ventos de até 60 km/h.
  • Meteorologista Márcio Bueno explica que ciclone bomba é mais intenso e rápido que frentes frias comuns.
  • Fenômeno é parte do comportamento natural da atmosfera, buscando restabelecer equilíbrio.
  • Alerta vermelho no Rio Grande do Sul, com possibilidade de impactos em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A chegada de um ciclone-bomba vai colocar o estado de São Paulo em alerta máximo a partir desta quinta-feira (6). A previsão é de que as rajadas de vento comecem por volta das 14h e possam chegar a 60 km/h. Em entrevista ao Jornal da Record News desta quarta-feira (5), o meteorologista Márcio Bueno explica que o fenômeno se diferencia de uma frente fria ou de tempestades comuns devido à rapidez com que um sistema de baixa pressão ganha intensidade.

“Um ciclone-bomba, por sua definição na academia, é um ciclone muito mais intenso, porque ele fica muito mais intenso em um curto período de tempo do que um ciclone normal”, afirma. Segundo ele, as frentes frias normalmente estão associadas à presença de um ciclone, enquanto tempestades típicas de verão surgem por fatores ligados ao calor e à umidade.


Fenômeno se diferencia de uma frente fria ou de tempestades comuns Reprodução/Record News

De acordo com o meteorologista, o fenômeno faz parte do comportamento natural da atmosfera, que busca restabelecer o equilíbrio após a formação do sistema. “A atmosfera trabalha em prol de se estabilizar. Quando ela trabalha nesse quesito de querer estar sempre estável, ela traz esses movimentos bruscos da atmosfera que favorecem a formação dessas tempestades. Então, é uma tentativa de voltar ao seu estado natural”, frisa.

Para Bueno, o sistema já apresenta sinais de fortalecimento e deve atingir o estado do Rio Grande do Sul com intensidade, podendo provocar impactos em Santa Catarina e, nos próximos dias, alcançar São Paulo e Rio de Janeiro. “Essas tempestades podem ser muito bem localizadas, a ponto em que a gente pode ter microexplosões e eventos mais severos acontecendo”, disse.

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