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Onda de crimes faz Universidade do Estado de Santa Catarina encerrar as aulas mais cedo

Medida é devido à restrição no horário de circulação dos ônibus em Florianópolis

Cidades|Do R7

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A Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) anunciou que a partir desta terça-feira (19) vai encerrar as aulas às 20h30, no campus de Florianópolis, por causa da onda de ataques que fez com que os ônibus circulassem com horário alterado. O Estado vive desde 30 de janeiro uma série de atentados, principalmente na capital.

A medida foi tomada em caráter temporário e deve ser mantida até que haja mudanças no quadro atual do transporte público em Florianópolis. As alterações afetaram a rotina de trabalhadores e alunos, segundo o pró-reitor de ensino, Luciano Hack.


— O motivo são as dificuldades que os acadêmicos e os servidores enfrentaram na segunda-feira (18) para o retorno aos seus lares, em razão do horário restrito de circulação dos ônibus na capital.

O pró-reitor ainda explicou que as aulas que deixarem de ser ministradas serão “repostas ou recuperadas por meio de outras atividades de ensino”.


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A restrição nos horários e itinerários dos ônibus na capital catarinense foi decidida na sexta-feira (15). Desde domingo (17), os coletivos circulam normalmente até as 19h, depois disso, há redução no número de linhas, os ônibus saem em comboio e escoltados. Eles deixam de operar às 23h.


Onda de ataques

Santa Catarina vive a segunda onda de violência dos últimos meses. A primeira foi em novembro do ano passado. Os novos ataques começaram no dia 30 de janeiro. O Estado voltou a registrar ônibus, viaturas das polícias Militar e Civil, e veículos particulares incendiados. Bases da PM e delegacias também foram atacadas com tiros ou coquetéis molotovs.


O número de cidades em Santa Catarina que registraram ataques supostamente feitos por uma facção que atua no Estado já supera o verificado em 2012, ano em que a série de atentados começou. Até a noite desta segunda-feira, já eram contabilizadas 111 ocorrências.

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As ocorrências foram registradas em 36 municípios: Florianópolis, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Navegantes, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Tubarão, Laguna, Araquari, Indaial, Brusque, São João Batista, Rio do Sul, São Miguel do Oeste, Içara, Joinville, Gaspar, São José, Ilhota, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Chapecó, Bom Retiro, Garuva, São Bento do Sul, Porto União, Imbituba, Guaramirim e Campos Novos, Balneário Rincão, Itapoá, Água Doce e Rio Negrinho.

O motivo teria relação com maus-tratos a detentos, assim como aconteceu em novembro. Um vídeo gravado em um presídio de Joinville mostrou presos sendo torturados por agentes penitenciários.

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