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Onda de frio e episódio de calor no outono: veja a previsão para a estação que vai começar

Risco de insuficiência hídrica cresce no Sudeste e Centro-Oeste devido à baixa precipitação e níveis de reservatórios

Cidades|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O outono de 2026 no Brasil começará em 20 de março, com chuvas abaixo da média na maior parte do país.
  • O Sul terá aumento nas chuvas, mas menos volumosas do que no ano anterior, enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentarão temperaturas acima das esperadas.
  • As primeiras ondas de frio devem ocorrer em junho, com episódios de calor ainda possíveis entre abril e maio.
  • O risco de insuficiência hídrica aumenta no Sudeste, com reservatórios em níveis mais baixos que no ano passado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Temperaturas devem gradualmente cair, mas episódios de calor ainda são esperados Reprodução/Pexels/Pixabay

O outono de 2026 no Brasil, que começa às 11h45 (no horário de Brasília) desta sexta-feira (20), e vai até 20 de junho, deve ter chuvas abaixo da média e alívio gradual do calor, segundo a previsão da Tempo OK.

Com exceção do Sul, a maior parte das demais regiões do país deve registrar precipitação abaixo da média histórica para a estação. Paraná e Santa Catarina também devem ter volumes menores entre abril e maio, mas com aumento das chuvas em junho.


“No Rio Grande do Sul, a chuva aumentará nos próximos meses, mas a afluência será menos volumosa que no ano passado, nos meses de maio e junho”, explica a porta-voz da Tempo OK, Maria Clara Sassaki.

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Temperaturas

De acordo com a Tempo OK, o outono deve trazer um alívio gradual nas altas temperaturas do verão. No entanto, episódios de calor ainda podem ocorrer no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente entre abril e maio.


Enquanto no Sudeste e no Centro-Oeste as temperaturas devem ficar acima do esperado para a estação, no Sul os termômetros podem registrar valores abaixo da média em junho.

As ondas de frio mais intensas, no entanto, só devem chegar ao Centro-Sul do Brasil na segunda metade do outono.


“O mês de maio terá a maior anomalia de temperatura máxima para a cidade de São Paulo e para o interior do estado, e junho deverá registrar as primeiras ondas de frio mais significativas”, explica Maria Clara.

“As ondas de frio serão fortes e se espalharão por vários estados, porém serão de curta duração. Isso significa que um dia gelado pode ser seguido por dias bem mais quentes”, acrescentou a porta-voz.


Risco de insuficiência hídrica no Sudeste e no Centro-Oeste

Com a tendência de precipitações abaixo da média, o risco de insuficiência hídrica cresce no Sudeste e no Centro-Oeste, principalmente após os baixos níveis registrados nos reservatórios durante o verão.

Nesta quinta-feira (19), o volume de armazenamento do SIM (Sistema Integrado Metropolitano), principal rede de abastecimento da região metropolitana de São Paulo (SP), estava em 55,7% - 3,4% abaixo do registrado na mesma data no ano passado, segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Já o volume do Sistema Cantareira, responsável por aproximadamente 50% da disponibilidade do SIM, estava em 42,7%, ante 58,9% no mesmo período de 2025.

“É natural que, nos meses de outono, a chuva fique cada vez mais isolada, tanto na cidade de São Paulo quanto no estado”, afirma Maria Clara.

“Isso ocorre porque as chuvas passam a se concentrar mais na região Sul. Algumas frentes frias, principalmente no início da estação, até tentam avançar para o Sudeste, mas avançam de forma afastada ou com pouca intensidade.”

No Norte e no Nordeste, os volumes de chuva no outono devem ser semelhantes aos registrados no ano passado, mas ainda abaixo da média histórica.

La Niña e El Niño

Em abril, a La Niña deve ceder lugar a uma fase neutra no oceano Pacífico.

Os primeiros sinais do El Niño, porém, devem aparecer antes do final da estação.

De acordo com o CPC (Centro de Previsão Climática), da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há 62% de chance de que o fenômeno surja entre junho e agosto, probabilidade que sobe para 80% entre agosto e dezembro.

A Tempo OK prevê que, caso esse cenário se confirme, os estados do Sul e o Mato Grosso do Sul poderão ter chuvas acima da média no fim do outono, especialmente se o Oceano Atlântico Sul também entrar em tendência de aquecimento.

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