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Ônibus voltam a ser recolhidos devido a ataques na Grande Florianópolis

Até as 6h de sexta-feira (3), só veículos que tiverem escolta da Polícia Militar deverão circular

Cidades|Da Agência Brasil

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Pela terceira noite consecutiva, os moradores da Grande Florianópolis que dependem do transporte público devem voltar a enfrentar dificuldades após as 19h. Com medo de novos ataques criminosos, motoristas e cobradores decidiram recolher parte da frota de ônibus às garagens das empresas. Entre as 19h e as 6h de sexta-feira (3), só os veículos que tiverem escolta da Polícia Militar deverão circular durante parte da noite em comboios.

“Lamentamos por isso, mas vários ataques ocorreram na última madrugada e não se sabe onde poderá ocorrer o próximo”, informa o Sintraturb (Sindicato do Trabalhadores do Transporte Urbano da Grande Florianópolis), em nota divulgada nas redes sociais. A decisão foi anunciada após o fim de uma reunião com representantes da cúpula da segurança pública estadual, do Departamento Estadual de Transportes e Terminais, da prefeitura de Florianópolis, dos sindicatos dos rodoviários, das empresas de transporte urbano e dos comerciantes.


Para tentar amenizar os transtornos, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis sugeriu aos lojistas da capital que liberem seus empregados mais cedo, segundo a superintendente da CDL, Solange Kuchiniski.

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— Como o transporte só vai funcionar normalmente até as 19h, estamos sugerindo que o comércio encerre as atividades até as 18h para que os trabalhadores voltem para suas casas em segurança, evitando contratempos.

A CDL estima que os reflexos da atual onda de ataques a ônibus, a delegacias, aos postos de polícia e a residências de policiais tenha provocado um prejuízo de cerca de 40% aos comerciantes se comparado ao movimento habitual.


— Com os tumultos, muitas pessoas não se sentem confortáveis para ir às compras e, principalmente, para vir ao centro [onde há uma grande concentração de estabelecimentos comerciais] sem saber se depois terão transporte para voltar. Fora o impacto para as atividades que funcionam à noite, como bares, restaurantes e postos de gasolina.

No último balanço que divulgou, na manhã desta quinta-feira (2), a Polícia Militar contabilizou 52 ocorrências. Em uma delas, registrada esta madrugada, a guarita do Centro Administrativo do governo estadual foi atingida por cinco tiros. Um policial militar que estava no local escapou ileso do atentado. Três suspeitos foram detidos horas depois.


Apesar dos atentados, o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), desembargador Vanderlei Romer, decidiu não pedir a presença de efetivos da Marinha, do Exército, da Aeronáutica ou da Força Nacional. Assim, nenhuma das 295 cidades de Santa Catarina terá reforço das tropas federais durante o primeiro turno das eleições neste domingo (5).

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Segundo a assessoria do TRE-SC, o desembargador foi convencido de que não será preciso solicitar o reforço após a Secretaria Estadual de Segurança Pública garantir o máximo de empenho para que a eleição transcorra sem problemas, inclusive no que se refere ao funcionamento do transporte público.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, há várias linhas de investigação. As hipóteses mais consistentes sugerem que os ataques podem ser uma resposta às recentes ações policiais para reprimir e combater o tráfico de drogas, principalmente na capital. De acordo com o secretário, só este ano foram apreendidas cerca de três toneladas de drogas. A outra hipótese é que os integrantes de duas facções criminosas que disputam o poder no estado estejam agindo para demonstrar força e, assim, conquistar poder.

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