Operação da PF contra fraude em previdência complementar bloqueia R$ 365 milhões em bens
Fontes detalharam que alvo das investigações é a Celos, empresa catarinense que gerencia planos de regime privado de aposentadoria
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, e Natália Martins, da RECORD, em Brasília
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A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Sem Lastro, para desarticular uma quadrilha que cometia crimes financeiros, de corrupção e de lavagem de dinheiro em Santa Catarina.
Fontes ouvidas pela RECORD detalham que no centro das investigações estão gestores da Celos (Fundação Celesc de Seguridade Social), empresa de gestão de planos de previdência complementar e saúde suplementar.
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A operação levou ao sequestro de mais de 30 imóveis e ao bloqueio de ativos financeiros que podem chegar a R$ 365 milhões. Além disso, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados aos principais investigados.
O R7 não conseguiu contato com a Celos. O espaço fica aberto para eventuais manifestações.
Lavagem de dinheiro
Os recursos da empresa teria sido aplicados em investimentos de alto risco, sem apoio econômico suficiente e com muitos deles classificados como “irrecuperáveis”, o que gerou prejuízos significativos aos participantes do fundo, segundo a PF.
O principal objetivo dessas movimentações financeiras seria obter vantagem econômica indevida, para posterior ocultação de quantias oriundas de práticas criminosas.
Ainda segundo a PF, os envolvidos teriam comprado diversos imóveis sem registros formais de pagamento, o que aponta para a possível dissimulação da origem dos recursos usados nessas aquisições.
A investigação revelou, ainda, que o dinheiro do fundo foi deliberadamente direcionado para investimentos de alto risco e que a finalidade dessas movimentações não era garantir o rendimento financeiro da empresa, mas a obtenção de vantagens econômicas indevidas para os envolvidos.
A Polícia Federal ainda apreendeu itens que passarão por perícia. Essa medida permitirá detalhar a extensão do esquema e identificar outros possíveis suspeitos. Os investigados devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
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