Operação mira supostos membros do PCC em oito estados do país
Após sete meses de investigação, polícia cumpre 100 mandados de prisão em oito estados. Do total, 66 são cumpridos em Alagoas
Cidades|Do R7

Uma operação que envolve diversos órgãos de segurança, realizada na manhã desta quarta-feira (27), cumpre 100 mandados de prisão em oito estados contra supostos membros do PCC suspeitos de crimes de execuções sumárias de rivais ou inocentes, sequestros, tráfico de drogas e assaltos. Do total de mandados, 66 estão sendo cumpridos em Alagoas.
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O objetivo é combater o principal núcleo da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), com base no Mato Grosso do Sul, de onde sairiam as ordens de justiçamento para todo Brasil, sob comando de um suposto membro identificado como 'Maré Alta'.
Segundo as investigações, este indivíduo compõe a atual liderança da facção, que substitui o fundador e líder, Marcos Willians Camacho, conhecido como 'Marcola' que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.
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Os demais estados são Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe. Após sete meses de investigação, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas, o Ministério da Justiça, Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, junto à outros órgãos, deram início à operação Flash Back.
O Ministério Público do Estado de Alagoas atuou junto aos Gaecos dos Ministérios Públicos dos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe.
Isolamento de novos líderes
A operação tem como objetivo o isolamento de líderes da nova estrutura, que tem como caraterística a truculência no 'tribunal do crime', com mortes bárbaras pelo Brasil, inclusive em Alagoas, com registros em Maceió e região metropolitana. De acordo com as investigações, o 'tribunal do crime' é formado pelos que detém maior poder ou funções privativas dentro da facção.
Cerca de mil policiais civis e militares de Alagoas e de outros estados fazem pate da operação. Em Sergipe, a Secretaria da Segurança Pública e o Comando de Operações Especiais da Polícia Militar auxiliaram na operação e no cumprimento dos mandados. Em Pernambuco, houve colaboração da Polícia Civil.















