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Operação resgata 70 mulheres e prende responsáveis por clínica clandestina em Goiás

Ao chegar ao local, policiais ouviram pedidos de ajuda das vítimas, que relataram condições inadequadas de alimentação e higiene

Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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Ao todo, a polícia resgatou 70 mulheres do local Divulgação/Polícia Civil de Goiás – 25.04.2026

A Polícia Civil de Goiás resgatou, nessa quinta-feira (23), 70 mulheres em uma clínica terapêutica que funcionava de forma irregular em Abadia de Goiás. A operação teve início após uma denúncia de desobediência à interdição sanitária. Ao chegar no estabelecimento, agentes ouviram pedidos de ajuda das vítimas e forçaram entrada no local.

Durante a ação policial, dois indivíduos foram presos em flagrante: Juraci Sabino de Oliveira, identificado como proprietário legal da clínica e membro da Polícia Militar, e Laiane Silva Santos, apontada como a coordenadora responsável por buscar as internas em suas residências.


Ao serem socorridas pelos policiais, ao menos 12 mulheres relataram que estavam sendo mantidas no local contra a própria vontade ou que foram levadas à força para a instituição, configurando o crime de cárcere privado. As vítimas denunciaram às autoridades que o ambiente apresentava condições de higiene e segurança totalmente inadequadas, além de oferecer alimentação insuficiente.

“Elas narravam fatos semelhantes: que estavam dormindo em casa, quando chegou um grupo, composto pelo dono da clínica, uma coordenadora e internos da clínica, que alegavam ser policiais e diziam que iriam prendê-las. Eles levavam elas contra a sua vontade até a clínica de informação e, muitas vezes, era usada violência”, contou o delegado André Veloso.


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A clínica, localizada no bairro Recanto dos Dourados, funcionava de forma irregular após já ter recebido um auto de interdição anterior. Após a intervenção policial, o local foi fechado e todas as internas foram assistidas pela Assistência Social do município e devolvidas às suas famílias.

De acordo com Veloso, os responsáveis pelo espaço foram autuados por cárcere privado qualificado e a Polícia Civil segue investigando o caso para apurar se houve outras violações no período em que a clínica operou clandestinamente.

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