Pais de vítimas de incêndio na boate Kiss fazem protesto contra impunidade no RS
Foram colocadas 242 cruzes em volta do viaduto Evandro Behr, centro de Santa Maria
Cidades|Do R7

A dois dias das eleições, familiares e amigos das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), fizeram um protesto contra a impunidade. Foram colocadas 242 cruzes com títulos de eleitores simbolizando os mortos da trágedia, que aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013.
Os manifestantes devem passar o dia na Praça Saldanha Marinho entregando papéis cobrando justiça.
O incêndio
O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro.
O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.
A casa noturna estava cheia na hora em que o fogo começou, com cerca de mil pessoas. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.
Dois músicos e dois donos da casa noturna chegaram a ser presos, mas respondem ao processo em liberdade. No mês passado, a Justiça determinou a limpeza e descontaminação da boate para avaliar se é possível realizar uma reconstituição do incêndio. A boate ainda está lacrada com tapumes. A Brigada Militar disponibiliza ao menos um policial para fazer a segurança na boate 24 horas por dia para preservar o local até que a Justiça determine a liberação.














