PE: sindicatos de policiais divergem sobre paralisação
Diversos Estados participa de greve de 24 horas na quarta-feira
Cidades|Do R7
Contrária à decisão do Sinpol - PE (Sindicato da Polícia Civil) de não aderir ao dia de paralisação nacional dos policiais civis e federais, nesta quarta-feira (21), a Uneppe (União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco) organiza um protesto, à tarde, para reivindicar melhorias salariais, segundo o presidente da entidade, Divanildo Gonçalves da Silva.
— Pela manhã vamos trabalhar e à tarde vamos cobrar melhorias ao governo do Estado em uma passeata pacífica.
Os dissidentes irão se concentrar na Praça do Derby e caminharão até o Palácio do Campo das Princesas, num trajeto de cerca de três quilômetros. A Uneppe reúne 800 escrivães - de um total de 5.800 mil policiais em Pernambuco - e faz oposição ao Sindicato. De acordo com Silva, os escrivães não aceitaram o acordo feito pelo Sinpol com o governo do Estado, há três anos, válido até junho próximo, com aumentos escalonados.
— Este acordo foi empurrado de goela abaixo.
Ele destacou uma das principais reivindicações da entidade que dirige: a equiparação da gratificação de risco de morte de agentes e escrivães com a recebida pelos delegados.
— A diferença é maior que 100% e o Sinpol não está levantando esta bandeira.
O diretor do Sinpol, Marcos Pereira, afirmou que há uma negociação salarial em curso e por isso o sindicato não aderiu ao momento nacional. Frisou que gradativamente o governo estadual tem reduzido a diferença salarial entre os agentes policiais e delegados, uma das bandeiras da classe.
— Em 2007 a diferença entre o salário de um comissário em final de carreira e um delegado no início da sua carreira era de 207%.
Hoje é de 63%". Além da questão salarial, a negociação abrange plano de cargos e carreira, aumento do efetivo policial e melhor infraestrutura das cerca de 250 delegacias no Estado.
Em nota, o Sindicato dos Policiais Federais em Pernambuco informou que não vai aderir ao movimento nacional, porque nesta quarta-feira haverá uma assembleia para deliberar o encaminhamento de negociações da classe com o governo federal.










