PF apreende mais de 165 mil canetas emagrecedoras em 2026, alta de 172% sobre 2025
Das unidades do medicamento interceptadas pela Polícia Federal no Brasil, 92.992 foram recolhidas no Paraná, ou 56% do total
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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A Polícia Federal apreendeu, somente até junho de 2026, 165.589 canetas emagrecedoras no Brasil, número que representa uma alta de 172% em relação às 60.865 unidades do medicamento interceptadas em todo o ano de 2025. Os dados foram divulgados pela PF nessa segunda-feira (27).
O Paraná lidera as apreensões. Do total de unidades interceptadas em todo o país, 92.992 foram recolhidas no estado (ou 56% do total), número expressivamente superior ao registrado nas demais unidades da Federação.
As informações vão ao encontro do que foi noticiado pelo R7 Planalto na última semana. Com base em levantamento da Receita Federal, a reportagem já apontava Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo como os campeões de apreensões. Vale destacar que dois desses estados fazem fronteira com o Paraguai, origem de boa parte do material contrabandeado.
Confira o volume de apreensão em cada estado
- Alagoas: 341
- Amazonas: 45
- Amapá: 1
- Bahia: 674
- Ceará: 201
- Distrito Federal: 199
- Espírito Santo: 266
- Goiás: 5.787
- Maranhão: 132
- Minas Gerais: 3.645
- Mato Grosso do Sul: 8.248
- Mato Grosso: 3.703
- Pará: 272
- Paraíba: 343
- Pernambuco: 37
- Piauí: 99
- Paraná: 92.992
- Rio de Janeiro: 2.835
- Rio Grande do Norte: 613
- Rondônia: 27
- Roraima: 246
- Rio Grande do Sul: 1.480
- Santa Catarina: 2.382
- Sergipe: 9
- São Paulo: 40.913
Neste mês, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre as medicações fabricadas no Paraguai e contrabandeadas no Brasil.
Em nota publicada no portal do Governo Federal, a agência afirmou que esses produtos não têm equivalência com medicamentos registrados no país e que podem, inclusive, oferecer riscos à saúde.
O órgão atentou, principalmente, para a comercialização da Retatrutida, substância que segue em fase de testes e aguarda a conclusão de estudos clínicos.
“A procura por medicamentos voltados ao tratamento do diabetes e da obesidade está em alta em todo o mundo e o Brasil acompanha o interesse global pelos produtos”, descreveu a nota.
“Alguns [medicamentos] já possuem registro aprovado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mas um deles, a retatrutida, tem ganhado destaque, apesar de ser ainda um medicamento experimental, em fase de pesquisa. Como os testes ainda não foram concluídos, o produto ainda NÃO está disponível para venda em nenhum lugar do mundo”, completou.
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