PF deflagra nova operação contra esquema de corrupção e fraudes com importações em aeroporto
Segunda fase de força-tarefa ocorre para cumprimento de três mandados de prisão e 15 de busca e apreensão, no CE e na BA
Cidades|Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília
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Equipes da PF (Polícia Federal), o MPF (Ministério Público Federal) e a Receita Federal participam, na manhã desta terça-feira (25), da Operação Snooker 2. A força-tarefa ocorre para cumprimento de três mandados de prisão preventiva, bem como 15 de busca e apreensão.
A operação ocorre em Salvador, Fortaleza, Caucaia (CE) e Eusébio (CE), como desdobramento das apurações em torno de uma organização criminosa supostamente envolvida em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em processos de importação, no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
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A atual fase da investigação resulta da obtenção de novas informações, após a primeira etapa da Operação Snooker, em setembro de 2025. Além disso, no último dia 12, o MPF apresentou denúncia à Justiça contra os primeiros alvos. O líder do esquema seria um auditor-fiscal da Receita Federal, segundo a acusação.
“O grupo teria atuado desde ao menos de 2020 até 2025 e era hierarquizado, dividido em quatro núcleos — público, empresarial, financeiro e auxiliar —, com repartição de tarefas entre um agente público e empresários do setor de importação, além de pessoas responsáveis por movimentar e ocultar os recursos ilícitos”, detalhou a instituição.
Após a primeira fase, as apurações indicaram a necessidade de adoção de medidas cautelares, “para interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas, preservar a instrução criminal e aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados”, segundo a PF.
Assim, nesta segunda etapa, a Justiça Federal determinou, ainda, o cumprimento de medidas patrimoniais, como bloqueio de bens e ativos financeiros; sequestro de imóveis; e quebra do sigilo bancário dos investigados, que não tiveram os nomes divulgados.
As equipes também pretendem reunir evidências da suposta atuação de profissionais vinculados ao setor de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza, bem como explicar movimentações financeiras que teriam sido usadas para ocultar e para dissimular recursos de origem ilícita.
A Receita Federal detalhou que “o grupo criminoso contava com divisão estruturada de tarefas e teria usado mecanismos sofisticados para viabilizar fraudes em operações de importação e movimentação financeira”.
Os investigados devem responder pelos delitos de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.
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