PF investiga prefeitura por uso de dinheiro público para ações eleitorais e ataques a adversários
Recursos também seriam usados para pagar influenciadores digitais e veículos de comunicação para divulgar atividades do Executivo local
Cidades|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil
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A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Palanque Digital, para apurar a prática de crimes eleitorais por uma quadrilha suspeita de criar e operar uma rede digital de desinformação, autopromoção e ataques contra adversários políticos no Amapá.
As investigações revelam que o dinheiro destinado à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teria sido desviado da finalidade original para pagar influenciadores digitais, bem como veículos e empresas de mídia, que divulgariam ações de caráter político-eleitoral do Executivo local.
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Os investigadores cumprem 35 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Macapá, Belém e Canela (RS).
A Polícia Federal apura a prática de delitos eleitorais e contra a Administração Pública; formação de organização criminosa; e lavagem de dinheiro.
A reportagem tenta obter posicionamento da Prefeitura de Macapá.
Ex-prefeito e vice afastados
Em março último, o então prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), renunciou ao mandato, após ser afastado do cargo por decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O político afirmou, porém, que se afastou para concorrer ao cargo de governador do Amapá, em outubro.
Dr. Furlan, como é conhecido, e o então vice-prefeito da cidade, Mario Rocha Neto (Podemos) — também afastado pelo STF, por suspeitas de desvio de dinheiro público — são investigados pela PF. Desde a saída de ambos dos respectivos cargos, o presidente da Câmara de Vereadores da Macapá, Pedro dos Santos Martins (União Brasil), o Pedro DaLua, assumiu a função de prefeito interino.
Furlan é suspeito na Operação Paroxismo, que apura um possível esquema de fraude à licitação em um contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, para construção do Hospital Geral Municipal da cidade.
Ao justificar o afastamento das funções públicas por ambos, o ministro Flávio Dino escreveu que “a permanência dos investigados nos cargos lhes assegura acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a elucidação dos fatos, criando ambiente propício à supressão, manipulação ou ocultação de elementos probatórios”.
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