PF mira organização criminosa transnacional de armas do Comando Vermelho no Suriname
Durante operação, policiais federais prenderam quatro pessoas e cumpriram mandados para bloqueio de quase R$ 500 mi em bens
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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A PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) deflagraram, nesse fim de semana, a Operação Red Fox, para desarticular um esquema de tráfico internacional de armas e drogas ligado à facção CV (Comando Vermelho). A força-tarefa resultou na prisão de quatro pessoas — duas delas no Suriname — e no bloqueio de quase R$ 500 milhões em bens e valores.
A PF cumpriu quatro mandados de prisão preventiva contra investigados que seriam “operadores” do esquema. Um casal estava no Suriname e acabou detido pelas autoridades do país vizinho, antes de ser deportado para o Brasil. A formalização do cumprimento do mandado de prisão ocorreu em Belém (PA).
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Um dos suspeitos morava em uma mansão no Suriname e é apontado como operador financeiro do grupo. Ele teria movimentado mais de R$ 150 milhões durante o período de monitoramento das atividades da quadrilha. Além disso, a companheira dele, que seria operadora logística e financeira do esquema, viajou ao país em períodos que coincidem com as movimentações de quantias sob apuração, segundo a PF.
Os outros dois alvos foram presos no Rio de Janeiro e em Tabatinga (AM), região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O suspeito detido na capital fluminense usava contas pessoais e empresariais para distribuir o dinheiro ilícito e pagar fornecedores na cidade.
Já o investigado preso no Amazonas era responsável por uma empresa usada no fluxo financeiro do esquema, especialmente para custeio da logística transnacional de armas e drogas.
A investigação revelou uma estrutura financeira complexa e altamente desenvolvida, que contava com empresas de fachada, depósitos fracionados, transferências via Pix e contas de passagem.
Com o sequestro e a indisponibilidade de bens determinados pela Justiça, as autoridades pretendem deter o braço financeiro da organização criminosa.
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