PF prende Gerson Palermo, líder do PCC conhecido como ‘Pigmeu’, após 6 anos foragido
Gerson Palermo havia fugido em 2020 após obter prisão domiciliar durante a pandemia da Covid-19
Cidades|Natália Martins, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (26), na Bolívia, o traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital) e integrante da lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Conhecido pelo apelido de “Pigmeu”, ele estava foragido desde 2020, quando rompeu a tornozeleira eletrônica poucas horas após deixar a Penitenciária Federal de Campo Grande para cumprir prisão domiciliar.
A fuga que o transformou em um dos homens mais procurados do país ocorreu durante a pandemia da Covid-19. Em 2020, o então desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, concedeu prisão domiciliar ao traficante durante plantão, determinando apenas o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi baseada em alegações da defesa sobre um suposto quadro de saúde debilitado de Palermo, mesmo sem apresentação de laudo médico que comprovasse a condição clínica.
No dia seguinte à concessão do benefício, o desembargador Jonas Hass Silva Júnior, relator sorteado do habeas corpus, revogou a liminar e restabeleceu a prisão do traficante.
Na decisão, o magistrado afirmou que não havia provas de superlotação na unidade prisional nem registro de deficiência sanitária ou incidência de Covid-19 que justificassem a medida excepcional.
Quando a ordem de retorno ao presídio foi expedida, no entanto, Palermo já havia rompido a tornozeleira eletrônica e desaparecido.
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Condenado a 126 anos de prisão
“Pigmeu” foi preso em abril de 2017, em regime fechado, após ser alvo da Operação All In, da Polícia Federal. Na ocasião, os agentes apreenderam 810 quilos de cocaína e identificaram o traficante como uma das lideranças da facção criminosa.
Piloto de avião e considerado um dos operadores do tráfico internacional de drogas do PCC, Palermo acumula condenações que somam 126 anos de prisão.
Uma das principais sentenças envolve o sequestro de um Boeing da companhia aérea Vasp, em agosto de 2000, logo após a decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Paraná, com destino a Curitiba. Por esse caso, ele recebeu uma pena de 66 anos de prisão.
Desembargador punido
Em fevereiro deste ano, Divoncir Maran foi punido com aposentadoria compulsória.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontou suspeitas de que o magistrado teria recebido vantagens indevidas para beneficiar o traficante ao conceder a prisão domiciliar sem verificar adequadamente as alegações apresentadas pela defesa.
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