Cidades Polícia Civil pede prisão de político suspeito de matar candidato em MG

Polícia Civil pede prisão de político suspeito de matar candidato em MG

Jorge Marra (DEM) está foragido desde esta quarta-feira (24), quando foi filmado disparando contra o ex-vereador de Patrocínio, Cassio Remis (PSDB)

  • Cidades | Marcella Gasparete, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

Jorge Marra (DEM) está foragido

Jorge Marra (DEM) está foragido

Reprodução/Redes sociais

A Policia Civil pediu a prisão preventiva do secretário de Obras Jorge Marra (DEM), suspeito de assassinar o candidato a vereador Cassio Remis (PSDB) em Patrocínio, a 390 km de Belo Horizonte, na tarde desta quinta feira (24). Ele está foragido. De acordo com a corporação, cinco pessoas que testemunharam o crime já foram ouvidas.

A caminhonete Hillux usada na fuga e a arma do crime foram localizados na cidade de Perdizes, há 62 km de Patrocínio, e estão sendo periciados. As investigações também apuram se um político local ajudou a acobertar a fuga de Jorge Marra.

Veja: Vídeo mostra assassinato de candidato a vereador em Minas

O inquérito instaurado foi tipificado como homicídio doloso por motivo fútil, cuja pena pode ser de 30 anos. A polícia também não descarta um possivel roubo de celular praticado pelo suspeito.

Até o momento, o delegado não trabalha com a hipótese do prefeito de Patrocínio, Deiró Marra (DEM), ter envolvimento com o crime. Ele é irmão do suspeito.

A Polícia Civil também investiga uma série de ameaças a Deiró, seus familiares e funcionários da prefeitura. 

Crime

Cassio Remis foi morto com cinco tiros após denunciar, em uma transmissão por rede social, uma obra da Prefeitura de Patrocínio que seria para fins particulares. No meio da gravação, o secretário de Obras, Jorge Marra desce de uma caminhonete e toma o celular da mão do ex-vereador. Todo esse episódio foi transmitido pela live. 

Na sequência, de acordo com a Polícia Militar, Marra entrou novamente no carro e seguiu em direção à secretaria de Obras, sendo seguido por Remis, que queria recuperar o aparelho. 

Em frente ao prédio público, Jorge Marra sacou um revólver e efetuou cinco disparos contra o adversário político. 

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