Polícia começa exumação dos corpos de pacientes que morreram durante quimioterapia em MS
Três pacientes morreram após sessões na Santa Casa da capital
Cidades|Do R7, com Rede Record

A polícia começou na sexta-feira (8) a exumação de um dos três corpos dos pacientes que morreram após sessões de quimioterapia na Santa Casa de Campo Grande (MS), em julho deste ano.
A suspeita é de superdosagem em um medicamento. Segundo a direção do hospital, é possível ter havido erro humano na ocorrência dos óbitos. Uma quarta paciente teve reação alérgica, foi internada, mas sobreviveu.
O primeiro corpo a ser exumado é de Carmen Insfran Bernard, de 48 anos. Segundo a Polícia Civil, os corpos foram sepultados sem perícia médica, o que dificultou a elaboração de um laudo sobre a causa das mortes.
A empresa que presta o serviço de quimioterapia à Santa Casa, o Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, demorou quatro dias — depois da última morte, no dia 12 de julho — para informar à administração do hospital sobre os três óbitos.
Nesses casos, o repasse da informação, ainda que haja apenas uma suspeita de ligação entre as mortes e o tratamento quimioterápico, deve ser feito imediatamente, tanto ao hospital onde o serviço é prestado, quanto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Além da Polícia Civil, uma comissão foi formada por funcionários da Santa Casa e técnicos da Anvisa para investigar os casos. O lote do medicamento que matou as três pacientes foi administrado a outras 41 pessoas, que estão sendo ouvidas.
O Centro de Oncologia tem como sócio o médico Adaberto Siufi, investigado pela Polícia Federal na operação Sangue-Frio, acusado de chefiar um esquema para monopolizar e privatizar o serviço de radioterapia em Campo Grande.













