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Polícia de Recife endurece, mas MPL diz não sair da rua

 Ônibus foram incendiados, coletivos, prédios públicos e privados depredados

Cidades|Do R7

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Manifestantes no centro do Recife
Manifestantes no centro do Recife BOBBY FABISAK/ESTADÃO CONTEÚDO

Pernambuco não vai mais permitir depredações e vandalismos nas ruas e nem pessoas mascaradas nos protestos. O recado foi dado nesta quinta-feira (22), em entrevista coletiva, no Recife, pelo secretário estadual de Defesa Social, Wilson Damázio, um dia depois de confrontos entre a Polícia Militar e manifestantes da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), no Centro da cidade.

Um ônibus incendiado, coletivos, prédios públicos e privados depredados, pânico e correria nas ruas, fechamento do comércio e aulas suspensas por universidades localizadas na área foram o resultado de uma manifestação pelo passe livre que teve início tranquilo na tarde da quarta-feira (21).

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— Doravante o Batalhão de Choque acompanhará todos os protestos e irá fazer revistas em pessoas mascaradas ou que portem mochilas.

O secretário fez a afirmação ao lembrar que até agora a polícia se mantinha à distância, apenas observando as manifestações, orientada a proteger seus participantes.

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— A ação da polícia tem de ser proporcional aos atos praticados. O movimento mudou de rumo, extrapolou limites e não podemos ficar passivos.

Damázio lembrou que o artigo 5 da Constituição garante as manifestações de rua, mas não permite que as pessoas escondam sua identidade. Por isso, não serão mais permitidos mascarados. Ele atribuiu a violência aos Black Bloc, grupo de inspiração anarquista que teria se infiltrado no movimento. "Há possível influência de gente de São Paulo."

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Integrante da Frente de Luta pelo Transporte Público, Renato Barros contestou o secretário de Defesa Social.

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— A violência foi uma resposta direta à opressão do Estado. A manifestação foi um ato do povo, aberto a quem quisesse participar.

Segundo Barros, a violência teve início depois que "a polícia do governador Eduardo Campos (PSB) chegou dando um cavalo de pau e atirando com balas de borracha" quando os manifestantes estavam próximos ao Cinema São Luiz - prédio de 70 anos, patrimônio da cidade, que teve vidros quebrados por pedras.

— Dois garis foram atingidos, um companheiro foi atingido na testa, uma moça levou um soco no rosto de um policial.

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