Polícia faz nova perícia na boate Kiss em Santa Maria (RS)
Pedido foi feito pelos donos do local que respondem pela morte de 242 pessoas
Cidades|Do R7, com Rede Record

Técnicos do Instituto Geral de Perícias realizaram na terça-feira (11) uma nova perícia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde um incêndio deixou 242 pessoas mortas. Os donos do local pediram o recolhimento de novas provas porque a Justiça determinou a limpeza da boate, o que poderia prejudicar o trabalho da defesa.
A Justiça aceitou o pedido e os técnicos recolheram amostras do forro de gesso e tiraram novas fotos. Houve confusão porque pais e familiares de vítimas queriam acompanhar o procedimento, mas foram impedidos.
No dia 27 de janeiro a tragédia completou um ano. O incêndio resultou em três processos na esfera criminal, um na Justiça Militar, envolvendo oito bombeiros e uma ação por improbidade administrativa contra quatro bombeiros. O principal processo criminal trata dos homicídios e são acusadas quatro pessoas: os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, que acendeu o artefato pirotécnico; e o produtor do grupo musical, Luciano Augusto Bonilha Leão, que comprou os fogos. Todos respondem em liberdade.
O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.
A casa noturna estava cheia na hora em que o fogo começou, com cerca de mil pessoas. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.















