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Polícia recaptura 37 presos no Recife; 40 estão foragidos

Duas fugas em massa foram registrada em unidades prisionais de PE em quatro dias

Cidades|Do R7

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Parte de um dos muros do Presídio Frei Damião de Bozanno foi explodida, facilitando a fuga de dezenas de presos
Parte de um dos muros do Presídio Frei Damião de Bozanno foi explodida, facilitando a fuga de dezenas de presos

Quase 24 horas depois da segunda fuga em massa registrada em unidades prisionais do Estado de Pernambuco, em quatro dias, a Secretaria Executiva de Ressocialização divulgou uma nota oficial informando a recaptura de 37 dos 40 detentos que escaparam, no sábado (23) do Complexo Penitenciário do Curado, na zona oeste de Recife. Dois presos morreram e um está foragido.

A Polícia Militar ainda trabalha para recapturar o último detento desta unidade e outros 39 que haviam fugido, na quinta-feira passada (21) da Penitenciária Barreto Campelo, localizada na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana de Recife.

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No fim de semana, o clima nos bairros próximos ao Complexo Penitenciário do Curado ainda era muito tenso. Moradores relataram que durante a fuga várias casas foram invadidas pelos presos, que chegaram a fazer reféns.

A professora aposentada Aloce Farias, 63 anos, mora a pouco mais de 700 metros da rua onde está localizado o muro que foi explodido para facilitar a fuga dos detentos e lamenta a situação. 

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— Estamos todos desesperados. Não temos segurança alguma. Vem alguém, explode um muro e a vida de centenas de famílias fica nas mãos de marginais que deveriam estar isolados.

A linha do Metrô que atende à região voltou a funcionar neste domingo (24). No dia anterior, logo após a fuga em massa, a operação do ramal foi suspensa depois que alguns presos tentaram embarcar nos trens para fugir da região. Houve troca de tiros em pelo menos duas estações, deixando os usuários apavorados.

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Danos

O impacto da explosão na unidade do Curado danificou quatro casas situadas no entorno. Segundo informações de agentes penitenciários, no momento da fuga, a guarita 6 estava sem vigilância da Polícia Militar. João Carvalho, presidente do Sindicato dos Agentes, confirmou a situação. 

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— Das oito guaritas, somente quatro estavam ocupadas. Apenas sete agentes faziam a segurança do presídio junto à quase dois mil homens.

Segundo ele, o Estado tem 1.553 agentes, quando seriam necessários pelo menos 4.500. Apesar da tensão no local, a Secretaria de Ressocialização decidiu manter a visita dos parentes dos presos que acontece aos domingos.

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