Polícia Rodoviária Federal apreende carro do ‘Sicário’ do banqueiro Daniel Vorcaro
Casal estava no veículo e afirmou que carro pertencia a amigo; dupla viajava de Belo Horizonte para São Paulo e não foi associada a crimes
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu, no noite de quarta-feira (4), um carro de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O veículo, que circulava pela BR-381, na altura do município de Pouso Alegre (MG), estava ocupado por um casal. As duas pessoas informaram que o carro era de um amigo e que dirigiam de Belo Horizonte para São Paulo.
A abordagem da PRF ocorreu horas depois da prisão de “Sicário” e do empresário Daniel Vorcaro, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã dessa quarta-feira (4).
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Além de descobrir quem era o dono do veículo, a equipe identificou uma restrição de circulação do carro imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal), além de irregularidades quanto ao licenciamento.
O veículo, uma LR Range Rover blindada e avaliada em mais de R$ 700 mil, acabou apreendido pela PRF, para ser deixado à disposição da Justiça. O casal não foi associado a qualquer crime.
‘Sicário’
Mourão recebeu o apelido de “Sicário” por atuar como coordenador operacional do núcleo de intimidação da organização criminosa chefiada por Daniel Vorcaro, segundo as investigações da Polícia Federal.
“Sicário” é um termo usado para designar uma pessoa que comete homicídios por encomenda — como “assassinos de aluguel”, contratados para matar pessoas em troca de pagamento.
Mourão ficava responsável por vigiar e coletar informações de pessoas consideradas adversárias do grupo, bem como acompanhar a rotina delas, como jornalistas, ex-funcionários do Master e quem fizesse críticas ao banco. Vorcaro organizava ações para pressionar e intimidar esses indivíduos, segundo a PF.
Após a prisão de Sicário, a corporação emitiu um comunicado, no qual informou que Mourão atentou contra a própria vida com uma peça de roupa, enquanto estava detido. A situação foi reportada ao ministro André Mendonça, relator do processo no STF sobre o escândalo do Master.
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