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Policiais militares e bombeiros fazem greve por tempo indeterminado em Pernambuco

Eles querem reajuste salarial de 50%; governo fez proposta de 14,55%

Cidades|Do R7

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Viaturas não saíram do pátio em Olinda nesta quarta-feira
Viaturas não saíram do pátio em Olinda nesta quarta-feira

Um dia depois de anunciarem a paralisação de suas atividades, por tempo indeterminado, policiais e bombeiros militares de Pernambuco permanecem, desde a meia-noite desta terça-feira (13), de braços cruzados, dentro dos quartéis. De acordo com a coordenação do movimento, estão suspensas as rondas ostensivas, os atendimentos aos chamados feitos pela central telefônica 190 e o apoio a qualquer operação da Secretaria de Defesa Social. Uma assembleia da categoria, onde a greve deverá ser oficialmente decretada, está prevista para acontecer no final da manhã desta quarta.

No início desta manhã, pela primeira vez desde que foi criado o Pacto Pela Vida — programa desenvolvido pela Secretaria de Defesa Social em conjunto com diversos órgãos do Executivo e sociedade civil organizada — a Polícia Militar não participou de uma ação desencadeada para prender suspeitos de tráfico de drogas, homicídio e receptação de produtos roubados. A operação, batizada de Lock Down, deveria contar com 110 PMs, mas acabou sendo realizada apenas com policiais civis já que nenhum deles apareceu. Os suspeitos presos foram levados para a sede do GOE (Grupo de Operações Especiais), no Cordeiro, zona oeste de Recife. Foram cumpridos 29 mandados de prisão, sendo 25 de prisão temporária e quatro de prisão preventiva, além de 20 mandados de busca e apreensão domiciliar.


O impasse entre os militares e o governo de Pernambuco permanece. Nesta terça, durante reunião realizada no Palácio do Campo das Princesas, uma comissão da categoria entregou novamente a pauta de reivindicações, composta por 18 itens, com destaque para o reajuste salarial de 50% para soldados e 30% para oficiais a partir de janeiro, melhores condições de trabalho e implantação do plano cargos e carreiras. Em contrapartida, o governo reforçou a disposição de garantir um reajuste de 14,55% a partir de junho. Em nota oficial, o Executivo afirmou que "a população não ficará desassistida durante a paralisação".

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Entre a população o clima é de expectativa. Nas redes sociais é grande o número de pessoas que postam fotos de viaturas paradas nos quartéis ou postos de policiamento sem efetivo. Boatos sobre arrastões têm sido recorrentes, especialmente entre o público mais jovem.

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