Policiais que agrediram torcedora em Curitiba foram afastados
Eles podem ser expulsos da corporação
Cidades|Do R7, com Domingo Espetacular
Os três policiais militares, flagrados na semana passada, abordando
de forma violenta uma torcedora do Curitiba, foram afastados de suas atividades. A corregedoria da PM do Paraná confirma que houve excesso por parte dos integrantes da corporação. Eles podem sofrer de punição disciplinar até a pena máxima, que é a expulsão.
De acordo com a corregedoria, o trio pode sofrer ainda punição judicial, caso seja configurado abuso de autoridade ou outro crime que venha ser apurado.
Ana Paula, de 18 anos, foi agredida pelos policiais no domingo (18), próximo ao estádio Couto Pereira, em Curitiba, no Paraná. A ação teria acontecido porque a vítima filmava com o celular, a ação dos PMs durante uma passeata pela paz no centro da cidade. Os manifestantes caminhavam em direção ao estádio, onde aconteceria a partida entre Coritiba e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro.
A jovem fazia parte da passeada. De acordo com testemunhas, os policiais teriam impedido a manifestação e forçado os torcedores a se concentrarem na frente do Couto Pereira. Mesmo sem sinal de confusão, os militares teriam agido com violência, segundo Ana Paula.
— De repente, chegou a policia por trás de todo mundo, gritando e batendo com cacetete e chutando e puxando como se tivesse tratando com animais.
Ao perceber que Ana Paula estava filmando, a polícia se aproximou. Os militares tentaram tirar o aparelho da mão dela. Irritado, um deles chegou a bater a cabeça da torcedora contra um portão de ferro.
— Eles bateram a minha cabeça contra o muro, contra o portão e o meu peito várias vezes também. Dá pra ouvir na minha gravação. Foram mais de cinco vezes que eles forçaram forte mesmo.
A amiga de Ana Paula registrou a violência e também chegou a ser abordada. As agressões só terminaram depois que a advogada Aline Ribas, que mora em um prédio em frente onde tudo aconteceu, apareceu. Ela ouviu os gritos da jovem e resolveu interferir.
— Eu peguei a minha carteirinha da ordem, desci, me identifiquei para eles, falei que eu era advogada, que estava sendo tudo filmado pra garantir a regularidade da abordagem. Foram educados comigo. Eu falei para eles se dava para liberar a menina.
Eles justificaram, dizendo que ela tinha bebido bastante e que ela estava cometendo desacato. E por isso a abordagem. E, então, eles liberaram e ela foi para a minha casa.
A jovem afirma que não estava bêbada e que não ofendeu os PMs. Ela fez boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.
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Confira o vídeo com a reportagem na íntegra:
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