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Porto Alegre: Juíza que suspendeu comércio soltou suspeitos de tráfico

Em 2019, juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva decidiu por libertar seis homens que supostamente apanharam da PM em prisão

Cidades|Do R7

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Restaurante de Porto Alegre fechado
Restaurante de Porto Alegre fechado

A juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, responsável pela decisão que suspendeu a regra da Prefeitura de Porto Alegre que permitia a reabertura dos comércios e restaurantes da cidade, já esteve envolvida em outra decisão polêmica em 2019.

Há dois anos, a magistrada decidiu pela liberdade de seis homens presos com 4,6 toneladas de maconha e que, conforme as apurações à época, haviam sido agredidos por policiais militares durante a prisão.


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Conforme reportagem da Record TV à época, os suspeitos estavam em um galpão onde a droga estava armazenada. Com a chegada da Polícia Militar, os homens tentaram fugir, mas não houve nenhuma reação violenta por parte deles.

A decisão de Lourdes Helena aconteceu após a audiência de custódia, que é quando a pessoa presa em flagrante é ouvida por um juiz para avaliar possíveis ilegalidades na prisão. A juíza teria, então, constatado agressões aos detidos e, por isso, considerado a prisão ilegal.


Horas depois, no entanto, nova decisão da Justiça do Rio Grande do Sul aceitou o recurso do Ministério Público do Estado e manteve a prisão dos seis homem presos por suposto tráfico internacional de drogas.

Com a decisão, Lourdes Helena foi alvo de críticas por ter decidido soltar os supostos traficantes. A AJD (Associação Juízes para a Democracia) precisou, inclusive, se posicionar em defesa da juíza, dizendo que "independência da magistratura, que não pode ser pressionada por órgãos internos ou externos a sua estrutura de poder, é condição para o convívio democrático".


Sobre a decisão de Lourdes Helena após a audiência de custódia, a associação disse que "embora o Estado detenha o monopólio da violência, deve o uso da força ocorrer nos limites da lei, impondo-se seja objeto de controle, a fim de que todo e qualquer abuso seja devidamente apurado e julgado".

Já na decisão do último sábado (27), a juíza teve como base a ação civil pública do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que pediu pelo fechamentos dos comércios e restaurantes de Porto Alegre, contrariando o decreto da prefeitura. 

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