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PR: jovem morta após carona com namorado da mãe foi vista com ele em matagal, diz polícia

Pescador contou à polícia que viu depois somente o homem na beira da estrada

Cidades|Sylvia Albuquerque, do R7

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Jovem chegou a mandar mensagem para a mãe com pedidos de socorro
Jovem chegou a mandar mensagem para a mãe com pedidos de socorro

A estudante Aline Moreira, de 18 anos, foi vista na companhia do namorado da mãe em um matagal na cidade de Rio Negro (PR), na mesma região em que foi encontrada morta no final da tarde de terça-feira (1º). Segundo o delegado Sérgio Luiz Alves, a informação foi passada por uma testemunha.

O pescador contou à polícia que passava pela estrada da cidade no sábado (28) quando a jovem e o homem, de 45 anos, o pararam para pedir carona. Eles disseram que o carro em que estavam quebrou e precisavam seguir viagem. O pescador ficou com medo porque não viu nenhum veículo ao redor e decidiu não levar os dois. Na volta, cerca de uma hora depois, ele passou pelo mesmo caminho e viu apenas o homem.


— A testemunha disse que a jovem conversou com ele. Pediu ajuda para seguir viagem, mas ele jamais imaginou que o homem que a acompanhava estivesse colocando a vida da estudante em risco. Ele contou que na volta, o homem estava cabisbaixo e tentou fugir quando viu a luz do carro.

O depoimento foi determinante para que a polícia considerasse o namorado da mãe como suspeito, segundo o delegado.


— No sábado, o suspeito ligou para o irmão dizendo que o carro estava quebrado e que ele havia perdido a chave. Ele ligou também para a mãe da Aline dizendo que a tinha deixado em Curitiba. Uma mentira. Ele não chegou a Curitiba e as chaves do carro estavam ao lado do corpo.

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Depois desses contatos, o suspeito desapareceu. Aline morava em Mafra (SC) e pegou uma carona com o suspeito para ir até Curitiba visitar o namorado. A mãe da jovem disse ter recebido mensagens pelo celular de pedido socorro enviadas pela filha.

A vítima foi encontrada sem roupas e com hematomas na cabeça. O delegado informou que laudos da perícia devem indicar as causas da morte e se ocorreu abuso sexual. O corpo ainda está no IML (Instituto Médico Legal) e deverá ser liberado na tarde desta quarta-feira (2).

A zona de rio Negro faz divisa de Santa Catarina com o Paraná, por isso, as polícias dos dois Estados investigam o caso.

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