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Preso morto em Pedrinhas era provisório; 40% dos detentos no País esperam julgamento, indica relatório 

A pesquisa indica também que a população carcerária do Brasil subiu quase 30% em cinco anos

Cidades|Do R7

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Pedrinhas já registrou três mortes dentro de presídio neste ano
Pedrinhas já registrou três mortes dentro de presídio neste ano

Cerca de 40% dos detentos do Brasil estão atrás das grades sem nunca ter passado por julgamento, aponta o Relatório Mundial sobre Direitos Humanos, divulgado nesta terça-feira (21) pela organização não governamental HRW (Human Rights Watch). Dos mais de 500 mil presos, quase 200 mil aguardam por uma posição da Justiça. A pesquisa indica também que a população carcerária do País subiu quase 30% em cinco anos.

Os dados foram divulgados no mesmo dia em que mais um preso foi encontrado morto no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. O jovem de 22 anos cumpria prisão provisória. Esta é a terceira morte em Pedrinhas no ano. Em 2013, foram mais de 60 assassinatos.


Além disso, o estudo aponta que "muitas prisões e cadeias brasileiras enfrentam grave superlotação e violência" e que "a tortura é um problema crônico". Para exemplificar a situação, a organização destaca que agentes da segurança pública do Paraná foram "denunciados pelo espancamento, sufocamento e aplicação de choques elétricos a quatro homens para forçá-los a confessar o estupro e assassinato" de Tayná Adriane da Silva, de 14 anos.

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O caso sofreu uma reviravolta após as denúncias de torturas. Os suspeitos do crime foram soltos após a divulgação de um exame que comprovou que o sêmen encontrado no corpo de Tayná não pertencia a nenhum deles. O crime resultou no afastamento de 16 militares.


Abuso

Os dados divulgados nesta terça-feira indicam outros casos de abusos como o ocorrido no complexo prisional de Vila Maria, no Estado de São Paulo, mostrando agentes da Fundação Casa espancando seis adolescentes. Na época, o diretor da unidade e outros três funcionários supostamente envolvidos no incidente foram afastados.

A organização destaca que "autoridades responsáveis pela aplicação da lei que cometem abusos contra presos e detentos raramente são levados à justiça". Uma "notável exceção", segundo a pesquisa, ocorreu em agosto de 2013, quando 48 policiais foram condenados pelo assassinato de parte dos 111 detentos mortos na prisão do Carandiru, em 1992.

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