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Presos fazem 7 agentes reféns em rebelião em presídio de Manaus

Rebelião começou durante a entrega do café da manhã e foi controlada após quatro horas. Dezessete pessoas ficaram feridas. Não houve mortos

Cidades|Do R7, com informações da Reuters e da Agência Estado

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Sete agentes penitenciários foram feitos reféns por detentos na UPP (Unidade Prisional do Puraquequara), em Manaus, na manhã deste sábado (02). Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) e o governo do Amazonas, a rebelião teve início por volta das 7 horas (horário de Brasília) e acabou após quatro horas de negociações. Não houve registro de mortes.

A Seap informou que o motim começou durante a entrega do café da manhã, quando internos serraram a grade de duas celas e fizeram os agentes de socialização reféns. Os presos atearam fogo em colchões e, de fora da unidade, era possível visualizar a fumaça intensa e ouvir gritos.


Em nota, o Governo do Estado informou que dezessete pessoas ficaram feridas, sendo dez agentes prisionais, três deles se machucaram ao pular das muralhas, cinco presos e dois policiais militares.

Segundo o coronel Marcos Vinicius, secretário de Administração Penitenciária, a rebelião aconteceu após duas tentativas de fuga terem sido frustradas. Ainda neste sábado, as equipes policiais localizaram o início de um túnel em uma das celas.


“Eles tentaram por duas vezes fazer túneis de fora para dentro, como eles viram que não tinha condições, porque a rotina lá dentro é muito forte, eles criaram todo esse pano de fundo para tentar criar uma distração e cavar o túnel de dentro para fora. Já detectamos, tem escadas, tem tudo, e nós conseguimos impedir que eles conseguissem êxito”, disse o coronel.

A rebelião ocorre quando o surto de coronavírus sobrecarrega os serviços públicos em Manaus, com autoridades enterrando vítimas em valas comuns e alertando os moradores sobre a falta iminente de caixões.

No ano passado, mais de 50 presos foram estrangulados ou esfaqueados até a morte, enquanto gangues rivais lutavam entre si em quatro prisões distintas de Manaus.

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