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Promotoria quer novo julgamento de suspeito de mandar matar extrativista 

Outros dois acusados pelo crime foram condenados a mais de 40 anos de prisão

Cidades|Do R7

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Os promotores de Justiça Bruna Rebeca, Ana Maria Magalhães e Danyllo Colares pediram ontem um novo julgamento para o José Rodrigues Moreira, que foi absolvido da acusação de ter sido o mandante do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva. Moreira foi inocentado nesta quinta-feira (4) por 4 votos a 3 pelo tribunal do júri, em Marabá (PA). Os outros dois acusados, Alberto Lopes do Nascimento e Lindonjonson Silva Rocha, foram condenados a mais de 40 anos de prisão cada.

Para Magalhães, apenas parte da justiça foi feita.


— Nós só descansaremos quando condenarmos o mandante do crime.

Os advogados dos dois condenados também anunciaram que vão recorrer, pois o processo estaria "cheio de falhas". Para Wandergleisson Fernandes Silva e Erivaldo Santis, os clientes entraram "condenados pela mídia" na sala do júri antes mesmo da realização do julgamento.


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De acordo com Colares, há "bastante provas nos autos" contra Moreira. Ele disse que o réu apelou para um "golpe teatral", ao se ajoelhar no tribunal, forçar o choro e se dizer um homem temente a Deus para influenciar os jurados antes que estes se recolhessem à sala secreta para definir se absolveriam ou condenariam os três acusados. A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos considerou "incoerente" a absolvição. Ela representa uma "cadeia da impunidade, que tem que ser quebrada", disse o diretor da entidade, advogado Marcelo Freitas.


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A incoerência, segundo ele, está entre as provas dos autos e o rigor máximo da condenação estabelecida para Alberto Nascimento e Lindonjonson Silva Rocha. "Ora, se eu tenho os executores, que são meros artífices dessa ação, eu tenho de chegar ao mandante. Esta é a cadeia da impunidade que tem de ser quebrada", questionou o advogado, na defesa de novo julgamento.


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Falhas

Sobre a absolvição de Moreira, os advogados Wandergleisson Silva e Erivaldo Santis sustentam que não havia provas para incriminá-lo e que as acusações de ameaças feitas pelo casal de extrativistas nunca mencionou o nome dele e sim de outros fazendeiros e madeireiros. Familiares do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo informaram às autoridades que estão temerosos de voltar ao assentamento Praialta-Piranheira, onde ocorreu o crime. Eles temem que Moreira, inocentado e solto, possa cumprir as ameaças que fez para retirar famílias do lote que diz ser dele, além de ajustar contas com as testemunhas que o acusaram no processo.

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