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Protestos devem parar Salvador nesta quinta-feira

Além disso, a Polícia Civil decidiu, na tarde desta quarta, também participar da paralisação

Cidades|Do R7

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As mobilizações em torno do Dia Nacional de Lutas na Bahia prometem parar Salvador nesta quinta-feira (11). Há manifestações previstas para a manhã e para a tarde, em algumas das principais vias da capital e nas duas principais rodovias do Estado, a BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, e a BR-101, que atravessa a Bahia no sentido norte-sul.

O dia em Salvador já deve começar com trânsito acima da média, por causa do movimento dos rodoviários — que vão parar as atividades entre as 4h e as 8h e fazer uma manifestação na região do Iguatemi, no centro empresarial da cidade.

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O presidente da CUT-BA (Central Única dos Trabalhadores na Bahia), Pedro Costa, afirmou que a paralisação dos rodoviários vai afetar diversos setores.

— Até que os ônibus voltem a circular, já serão 9 horas - e a maioria dos trabalhadores não vai ficar esperando das 5h às 9h para ir trabalhar.

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Ainda pela manhã, os integrantes do Movimento Passe Livre promovem mais uma manifestação no centro de Salvador. Eles planejam marchar da praça do Campo Grande à praça da Sé, onde fica a prefeitura e a Câmara de Vereadores. Durante a tarde, deve ocorrer uma audiência pública na Câmara para deliberar sobre as reivindicações do grupo.

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Nas estradas, estão previstos bloqueios em alguns pontos da BR-324 e na região de Feira de Santana da BR-101. As manifestações devem unir trabalhadores das indústrias dos Polos Industriais de Camaçari e de Aratu, na região metropolitana de Salvador e de Feira de Santana, e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). À tarde, está prevista uma marcha promovida pelos sindicatos participantes da greve geral, que seguirá o trajeto feito pelos integrantes do MPL.

Os protestos devem prejudicar mesmo os serviços que não estarão paralisados. A Prefeitura de Salvador, por exemplo, divulgou em nota que todos os serviços para a população estarão mantidos, mas o texto faz uma ressalva. "Por causa da paralisação programada pelos rodoviários, algumas repartições públicas municipais podem começar a funcionar com atraso", diz o comunicado.

Paralisações parciais de outros setores também devem prejudicar a população. Segundo Costa, está programado o atraso na entrada dos trabalhadores de hospitais, tanto públicos quanto privados. Além disso, a Polícia Civil decidiu, na tarde desta quarta-feira (10), também participar da paralisação — o que significa que apenas trabalhos de urgência, como atendimento de flagrante e levantamento cadavérico, serão realizados.

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