‘Responsabilidade maior é do Estado’, diz especialista sobre insegurança da população
Estudo aponta que brasileiros reconhecem a presença do crime organizado na vizinhança e alteram suas vidas sociais
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada pelo Datafolha, aponta que 41,2% dos brasileiros reconhecem a presença do crime organizado na vizinhança. De acordo com o levantamento “Medo e Eleições 2026”, golpes na internet, assaltos, roubo e furto de celulares, ser vítima de bala perdida, ter a residência invadida e ser assassinado são as principais preocupações da população.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, Azor Lopes, o estudo revela aquilo que é de conhecimento público notório: “Essa pesquisa não traz nada de novo, nada de surreal daquilo que já é conhecimento de uma sociedade sofrida.” Ele chama a atenção para uma observação feita no texto, que afirma que, com o medo da criminalidade, a vida social é sequestrada.

Os dados coletados indicam que 35,6% dos entrevistados, sendo 40,9% mulheres e 29,8% homens, estão deixando de sair à noite. A situação reflete diretamente na economia, já que afeta comércios, bares e estabelecimentos focados na vida noturna. E o que afasta o público das ruas não é apenas o receio de danos materiais, mas as abordagens de criminosos cada vez mais violentas.
“Antes a trombada tinha esse nome exatamente porque o modus operandi do marginal era trombar nas pessoas de maneira sub-reptícia e levar colares geralmente ou carteira. Hoje em dia, infelizmente, eles assaltam à mão armada.” Lopes questiona a necessidade de mudança de comportamento por parte da sociedade.
“É claro que os cuidados sempre são indispensáveis. Os órgãos de segurança pública geralmente têm de cor e salteado o que diz a cabeça do artigo 144 da Constituição. Segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Esse finalzinho, responsabilidade de todos, muitas vezes é usado no discurso oficial para neutralizar essa responsabilidade. É necessário que o Estado perceba que é só ele que detém o monopólio da força e, portanto, a responsabilidade excessivamente maior é do Estado.”
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