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41% dos brasileiros dizem viver na presença de facções criminosas

Maior número de vítimas está nos municípios de 200 mil a 500 mil habitantes; pesquisa alerta para o impacto nas regras de convivência

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 41,2% dos brasileiros percebem a presença de facções ou milícias em seus bairros.
  • Maior número de vítimas está em municípios de 200 mil a 500 mil habitantes (11%).
  • A pesquisa revelou que 96,2% dos entrevistados têm medo de ser vítimas de crimes como golpes e roubos.
  • A discussão sobre redução da violência letal e proteção da vida deve ser prioridade nas eleições de 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nas capitais, 55,9% dos entrevistados afirmam que o crime organizado atua em seu bairro PCBA/Divulgação

No Brasil, 41,2% dos cidadãos reconhecem a presença de facções ou milícias em seu bairro. Os dados, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta segunda-feira (11), mostram ainda a exposição à violência armada em municípios médios e pequenos.

O maior número de vítimas está em cidades de 200 mil a 500 mil habitantes (11%), seguido por aquelas com mais de 500 mil (10,4%). O percentual é muito similar em cidades de até 50 mil moradores (10%), enquanto o menor índice aparece nos municípios que possuem entre 50 mil e 200 mil habitantes (7,4%).


📝Segundo a definição das Nações Unidas, grupos criminosos organizados são formados por três ou mais pessoas que atuam de maneira estruturada durante determinado período com o objetivo de cometer ao menos um crime grave.

“Esse resultado reforça a ideia de que a circulação da violência armada não obedece a uma hierarquia simples de porte urbano: ela é forte nas grandes cidades, mas também alcança com intensidade cidades médias-grandes e, em certa medida, municípios pequenos”, diz o estudo.


“Este dado é especialmente importante quando cotejado com a presença de facção ou milícia no território, já que a última década marca um processo de difusão de grupos criminosos armados por cidades de pequeno e médio porte em todo o país, aproximando do cotidiano dos moradores de pequenas cidades um tipo de violência que originalmente era característica de grandes metrópoles”, acrescenta o documento.

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O fator crime organizado no bairro de residência não apenas amplia a vitimização, mas interfere nas regras de convivência, altera sociabilidades e restringe a confiança nas instituições.


Nas capitais, por exemplo, 55,9% afirmam que há crime organizado atuando no bairro. Nos outros municípios da região metropolitana, esse percentual é de 46% e, no interior, cai para 34,1%.

O estudo teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes, em todas as regiões do Brasil, em 137 municípios. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.


A pesquisa, que abrange o contexto das eleições de 2026, ressalta que a redução da violência letal e proteção da vida deve voltar a ser o centro do debate público.

Medo do crime

Nove em cada dez (96,2%) brasileiros com 16 anos ou mais têm medo de ser vítimas de ao menos um crime relacionado a golpes, fraudes, roubos ou furtos no país, conforme os dados divulgados nesta segunda.

Golpe pela internet ou celular, roubo à mão armada, morte durante um assalto e furto ou roubo de celular lideram o ranking dos maiores temores da população.

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