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Santos e Rio serão parcialmente invadidas pelo mar em inundação que atingirá 70 milhões até 2050

Elevação do nível das águas é resultado das alterações climáticas; outras sete cidades ao redor do mundo serão afetadas

Cidades|Do R7

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Rio de Janeiro será parcialmente submersa
Rio de Janeiro será parcialmente submersa

Ao menos 5% das cidades do Rio de Janeiro e de Santos devem estar submersas até 2050, segundo estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em parceria com o CIL (sigla para Laboratório de Impacto Climático em inglês), divulgado nesta terça-feira (28) — dois dias antes da COP 28 (Conferência do Clima), que ocorrerá nos Emirados Árabes.

A elevação do nível do mar é resultado das alterações climáticas causadas pelo aquecimento global e deve impactar 70 milhões de pessoas ao redor do mundo. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a tendência é que a quantidade de terra submersa duplique até 2100. 


As cidades de Barranquilla, na Colômbia; Guayaquil, no Equador; Kolkata, na Índia; Kingston, na Jamaica; Cotonou, no Benin; e Perth, Newcastle e Sydney, na Austrália, também poderão submergir parcialmente.

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Impacto nas regiões costeiras

Aproximadamente 160 mil quilômetros quadrados de terras costeiras (uma área maior que o território da Grécia ou de Bangladesh), frequentemente locais com grandes centros urbanos e econômicos, seriam inundadas até 2100.


“Os efeitos da subida do nível do mar colocarão em risco décadas de progresso do desenvolvimento humano em zonas costeiras densamente povoadas, onde vive uma em cada sete pessoas no mundo”, afirmou Pedro Conceição, diretor do Gabinete do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD.

“O deslocamento de milhões de pessoas e a perturbação da atividade econômica nos principais centros empresariais poderão desencadear uma busca por recursos. A nossa nova investigação é mais um lembrete aos líderes que vão para a COP 28 de que o momento de agir é agora.”

Os dados foram coletados via satélite e mostram em detalhes o derretimento das geleiras das montanhas e dos polos, e a expansão da água do mar, à medida que o planeta aquece.

"Essas projeções não são conclusões precipitadas. Pelo contrário. Podem ser um catalisador para a ação", afirma Hannah Hess, diretora associada do Laboratório de Impacto Climático.

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