Sócio da Kiss se recusa a prestar depoimento em presídio
Advogado pediu para gravar o depoimento, mas delegado se recusou
Cidades|Do R7, com Rede Record

O sócio da boate Kiss, Elissandro Spohr, o Kiko, se recusou a prestar depoimento à polícia nesta segunda-feira (18) na Penitenciária Estadual de Santa Maria (RS). O advogado dele pediu para gravar depoimento, mas delegado se recusou, por isso o empresário informou que só se pronunciará em juízo.
Segundo o advogado Jader Marques, Kiko deveria assumir em depoimento a responsabilidade pelo incêndio. Ele afirma que o empresário não se sente o único culpado e deve apontar a participação do Corpo de Bombeiros, Ministério Público, a prefeitura e engenheiros civis. O advogado informou ainda que o seu cliente pretende inocentar Mauro Hoffmann. Ele seria apenas um colaborador financeiro da boate.
O delegado Marcos Vianna informou que mesmo que ele tenha se negado a falar, o inquérito será concluído ainda esta semana. A polícia aguarda agora laudos produzidos pela polícia de Porto Alegre para a conclusão do documento.
Desde o dia 28 de janeiro, dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira — o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Augusto Bonilha Leão — estão presos , assim como os dois sócios da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann.
Polícia confirma que boate Kiss estava superlotada na noite de incêndio
A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.
Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.















