Suzana Marcolino tinha tendência ao suicídio, diz advogado de réus
Depoimento anterior foi de promotor que afirmou duplo homicídio e quer condenação
Cidades|Do R7, com Rede Record

O advogado José Fragoso, que defende os réus acusados de coautoria nas mortes de PC Farias e Suzana Marcolino, disse durante o julgamento no Fórum de Maceió (AL), nesta sexta-feira (10), que Suzana tinha tendência ao suicídio e cometeu o ato depois de matar PC farias.
— Quem conheceu Paulo César sabe que ele era ingênuo. E pelo que se tem nos autos, é perceptível que a família de Suzana era desequilibrada. Inclusive, Suzana já havia tentado se matar, se jogando ao mar.
O advogado defendeu que a casa em que os dois foram mortos, em 23 de junho de 1996, não tinha sinais de arrombamento e que a cena do crime não foi alterada, diferente do que alegou o promotor Marcos Mousinho, o primeiro a ser ouvido nesta sexta-feira.
Mousinho falou por duas horas e voltou a pedir a condenação dos acusados alegando que eles tinham o dever de proteger a vida do casal por serem seguranças, mas não cumpriram com a função por estarem cientes que as mortes iriam acontecer.
— Se não fossem esses homens, que eram seguranças e deviam resguardar a vida das vítimas, nós não estaríamos aqui. Se os senhores disserem que houve duplo homicídio, devem ser responsabilizados porque participaram de uma farsa montada para provar que foi suicídio quando tinham obrigação legal de impedir que as vítimas fossem assassinadas.
O caso
PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na manhã do dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, localizada no bairro de Guaxuma, litoral norte de Maceió. As circunstâncias do crime até hoje deixam dúvidas. Para a polícia alagoana, Suzana matou o namorado e depois cometeu suicídio. Esta é a mesma tese do advogado José Fragoso, responsável pela defesa dos quatro policiais levados a júri popular. A jornalista Ana Luíza Marcolino, irmã de Suzana, rebateu a tese de crime passional e falou em uma "força" para que o caso não seja esclarecido.
Collor
Paulo César Farias foi o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à Presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias - que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal -, foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió, até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato ocorreria seis meses após o empresário sair da prisão.















