Túnel serviu de fachada para simular fuga, diz ministro paraguaio
Presos teriam saído ao longo da semana com autorização de funcionários da penitenciária. Até o momento, dois fugitivos foram recapturados
Cidades|Kaique Dalapola, do R7

O ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo, acredita que o túnel encontrado na penitenciária de Pedro Juan Cabellero, na fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã (MS), serviu apenas como "fachada" na fuga de 75 presos, a maioria da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), na manhã de domingo (19).
Logo depois de 35 brasileiros e 30 paraguaios terem fugido, Acevedo disse que os presos podem ter saído do presídio dias antes, com liberação dos próprios agentes penitenciários.
"Os presos devem ter saído pela porta principal ou em algum carro que traz produtos para o presídio. Acredito que alguns foram embora ao longo semana", disse o ministro.
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O governo paraguaio afastou o diretor da penitenciária e determinou a prisão de 30 funcionários do presídio. Segundo o Ministério da Justiça do país vizinho, os agentes serão investigados para saber se houve e qual a participação de cada um deles.
Ainda no domingo, a ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, disse que o governo do país já sabia do plano de fuga orquestrado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para resgatar lideranças da facção criminosa.
No entanto, segundo a ministra, "o problema é a corrupção existente nos estabalecimentos penitenciários" do país. Há um mês, as autoridades paraguaias apontaram o planejamento do PCC para resgatar membros da facção e pagaria cerca de 80 mil dólares para que funcionários contribuíssem.
Até a tarde desta segunda-feira (20), dois fugitivos foram recapturados: o brasileiro Eduardo Alves da Cunha, localizado por autoridades brasileiras em Ponta Porã, e o paraguaio Sabio Darío Gonzáles Figueredo, que se escondia em uma casa a cerca de 200 metros da penitenciária.















