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‘Um cenário de terror’: delegado relata detalhes de feminicídio de médica no Paraná

Filho do casal, de 8 meses, estava no apartamento e foi colocado para dormir antes do crime

Cidades|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A médica Gassi Paola de Souza Mazia foi encontrada morta em seu apartamento em Maringá, Paraná, com marcas de sangue e facas sujas no local.
  • O suspeito, João Vitor Domingues Romeiro, ex-companheiro de Gassi, foi preso após confessar o crime a pessoas próximas.
  • O crime está sendo investigado como feminicídio, e o inquérito foi transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá.
  • O filho do casal, de 8 meses, estava no apartamento durante o crime, mas foi colocado para dormir antes do suspeito deixar o local.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

João Romeiro teria atacado Gassi após um desentendimento Reprodução/Facebook @gassi.mazia

O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná, apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.

Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo (6), ele classificou o local como “um cenário de terror” e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.


Garcia foi o responsável por autuar o flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.

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Ao Estadão, o delegado informou que o flagrante foi formalizado pela Delegacia de Homicídios, mas que o inquérito foi posteriormente transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá unidade que dará continuidade às investigações.


Flagrante

Segundo Garcia, Romeiro teria ido a Maringá na noite de sábado (5) para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi.

O casal havia se separado, mas, de acordo com o delegado, o homem procurava reatar o relacionamento.


Ainda conforme o relato apresentado pelo delegado, os dois tiveram um desentendimento durante a visita.

Depois, Romeiro teria atacado a médica e, segundo informações inicialmente reunidas na investigação, colocado o bebê para dormir antes de deixar o apartamento.


Na sequência, ele teria seguido para Mandaguari, onde moram familiares de sua mãe.

O delegado afirmou que o suspeito teria contado a pessoas próximas o que havia feito.

Uma dessas pessoas foi ouvida pela polícia e, segundo Garcia, relatou que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar localizou o homem na casa da mãe, em Mandaguari, e efetuou a prisão. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

Vítima deixa filho

O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava no apartamento quando a mãe foi encontrada.

Segundo a versão apresentada pelo delegado, a criança havia sido colocada para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.

A polícia também apreendeu o telefone de Romeiro e pretende extrair os dados do aparelho.

O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na UBS (Unidade Básica de Saúde) Nova Aliança, em Sarandi cidade vizinha a Maringá.

Procurada, a defesa de Romeiro disse ao Estadão que analisa o caso e irá se manifestar depois.

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