Violência contra a mulher: mesmo condenados, homens ‘não reconhecem a culpa’, diz promotora
Estupro coletivo de adolescente no Rio de Janeiro e abuso sexual em escola de São Paulo acendem alerta de autoridades
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Histórias recentes de violência contra a mulher tomaram conta do noticiário nos últimos dias, entre elas o estupro coletivo cometido por cinco suspeitos contra uma adolescente de 17 anos, em um apartamento no Rio de Janeiro. Outra denúncia de abuso sexual, cometida por quatro alunos em uma escola em São Paulo, está sendo investigada. A vítima seria um menino de 12 anos.
“Esses homens, mesmo condenados, eles não reconhecem a culpa”, diz Fabíola Sucasas, promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, em entrevista ao News 19h de quarta-feira (11). Segundo ela, o sentimento de impunidade dos agressores se intensifica quando atuam em coletivo.

Fabíola ressalta a importância de discutir, nas escolas, feminilidade, masculinidade e entender a relação desses fatores com a violência, como que os homens, muitas vezes, usam desse recurso para reafirmar o poder, o comportamento e a palavra.
A Lei Maria da Penha completa 20 anos em agosto de 2026, porém, a promotora destaca a ocorrência de crimes contra meninas cometidos por adolescentes nascidos após o surgimento da lei, por não discutirem e não darem importância para esse assunto nas escolas.
“Tem que ter orçamento. Sem previsão orçamentária, sem uma política devidamente organizada, que possa ser mapeada, que possa ser monitorada, nós vamos continuar no mesmo lugar”, alerta.
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