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Volume de água que chegará às hidrelétricas em janeiro ficará abaixo da média, diz ONS

Previsões indicam que pode haver recuperação dos reservatórios ao longo de janeiro

Cidades|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Volume de água nas hidrelétricas em janeiro será abaixo da média histórica, segundo ONS.
  • Previsões indicam chuvas escassas especialmente na região central do País, afetando bacias do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste.
  • Expectativa de armazenamento nos reservatórios deve aumentar, com exceção do Sul, que verá queda.
  • Perspectivas para fevereiro também apontam afluência abaixo da média na maioria das regiões; tendência de aumento no Norte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Principais bacias no Sudeste devem receber menos chuvas do que o normal Oliver Mubonde/Reuters - 23.12.2025

O volume de água que deve chegar ao reservatórios das hidrelétricas do país em janeiro tende a ficar abaixo da média histórica para o período em todo o SIN (Sistema Interligado Nacional), segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

As previsões indicam precipitações abaixo da média na região central do País, o que se refletirá em afluências mais fracas em algumas das principais bacias no Sudeste/Centro-Oeste e do Nordeste, como Grande, Tietê, Paranapanema, Tocantins e São Francisco.


Por outro lado, as bacias do Paraná (sul), Uruguai e da região Amazônica devem registrar volumes dentro da média, com localidades no extremo Norte com perspectiva de registros superiores ao histórico.

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Na avaliação por subsistema, a expectativa do ONS é de ENA em 85% da MLT (Média de Longo Termo) no Norte, 83% no Sudeste/Centro-Oeste, 75% no Sul e 55% no Nordeste.


As projeções se seguem a um dezembro com ENA também abaixo da média histórica.

No Sudeste/Centro-Oeste, este mês teve a 10º pior afluência do histórico de 95 anos, em 72% da MLT (Média de Longo Termo).


No Nordeste a ENA ficou em 43%, a 4º menor da história, e no Norte ficou em 68%, no 19º pior registro já realizado. No Sul a ENA foi de 75%, na mediana dos registros históricos.

Diante disso, cresce no setor elétrico a preocupação com o armazenamento nos reservatórios nas usinas ao fim do verão, o que influencia no preço da energia.


Por ora, a expectativa é de que, a despeito da ENA abaixo da média histórica, será possível recuperar um pouco de reservatório ao longo de janeiro.

No Sudeste/Centro-Oeste, o volume armazenado passará dos atuais 43,7% para 53,5% no fim do mês que vem. No Nordeste, saltará de 45,3% para 55,4%, e no Norte, de 54,6% para 58,9%. A exceção será o Sul, onde o armazenamento cairá de 77% para 64,3%.

As projeções refletem não apenas os volumes de ENA esperados, mas também a política operativa estabelecida pelo ONS para o período.

No Nordeste, por exemplo, a geração hidráulica foi minimizada, atendendo a resolução da ANA (Agência Nacional de Águas). Já no Sul e no Sudeste, a geração está sendo dimensionada para controle de nível.

Próximos meses

O ONS aponta que a perspectiva é de afluência abaixo da média na maior parte do país também em fevereiro.

No Sudeste/Centro-Oeste, 56,2% dos cenários gerados indicam ENA entre 70% e 90% da MLT em fevereiro; no Nordeste, mais de 70% dos cenários apontam afluência inferior a 70% da média do mês.

No Sul, há grande dispersão, com mais de 65% dos cenários sinalizando volume de água menor que o histórico, mas quase 15% de chance de superar significativamente a média.

Já no Norte, a tendência é aumento das afluências, com mais de 30% de possibilidade de ficar dentro ou acima da média histórica.

Considerando os cenários até abril, o ONS reforça a perspectiva de ENA abaixo da média histórica durante todo o período, que é tradicionalmente marcado por maiores volumes de chuva, permitindo o enchimento dos reservatórios para enfrentar o período seco (de maio a setembro).

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