‘A hora da farra acabou; agora é a hora de pagar a conta’, diz economista sobre retração
A economia brasileira recuou 0,4% na passagem entre junho e julho, segundo o Monitor do PIB, da FGV
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A economia brasileira recuou 0,4% entre junho e julho, segundo resultado divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), por meio do estudo mensal realizado pelo Instituto de Economia da fundação, divulgado na última quinta-feira (17). Em relação ao mesmo período do ano passado, o mês de julho deste ano apresentou uma alta de 1,3%.
O economista Ricardo Hammoud, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (18), diz que os números já refletem um cenário de enfraquecimento da economia brasileira, diferente do que foi visto nos anos de 2024 e 2025.
“Quando você cresce acima do que você pode, que é o que os economistas chamam de PIB natural e potencial, ou seja, quanto um país pode crescer sem gerar grandes desequilíbrios, você acaba tendo mais demanda, mais pessoas querendo comprar do que gente disposta a produzir, e isso gera inflação.”
Para o ano de 2027, as perspectivas, na visão de Ricardo, são de que o Brasil cresça bem menos e com muitos problemas econômicos. Ainda nesse contexto, ele destaca o endividamento das famílias e as dificuldades das empresas em pagar os empréstimos com os juros altos.
Com relação à Selic, Hammoud destaca que a taxa é o sintoma, mas não a causa do problema, e sim os altos gastos feitos nos últimos anos, que alavancaram muito a economia de forma inesperada. Ele também pondera que, mesmo com o corte de juros feito na última reunião, os efeitos serão aplicados de forma gradativa na economia.
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