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Acidentes aumentam e rede elétrica faz mais vítimas no País em 2013

Segundo distribuidoras de energia, no ano passado, número de mortes chegou a 317 no Brasil

Economia|Do R7

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O principal motivo de acidentes envolvendo contato com fios da rede elétrica é a construção ou manutenção predial com 101 mortes
O principal motivo de acidentes envolvendo contato com fios da rede elétrica é a construção ou manutenção predial com 101 mortes

Os acidentes e mortes relacionados à rede elétrica aumentaram no ano passado em relação a 2012, de acordo com a Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica). Em 2013, as empresas registraram 841 acidentes, contra 830 no ano anterior. O número de mortes subiu de 297 (em 2012) para 317 (em 2013). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11).

O principal motivo de acidentes envolvendo contato com fios da rede elétrica (e que resultaram em óbitos) é a construção ou manutenção predial com 101 mortes (31,8% dos casos de acidentes fatais). Em segundo lugar, a ligação elétrica clandestina ficou responsável por 41 mortes (12,9% das ocorrências fatais), dentre as 14 categorias atualmente monitoradas.

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Outros tipos de acidentes mais frequentes estão relacionados a mortes por contato com a rede elétrica são poda de árvore (16 mortes), antenas de TV (13 mortes) e pipas/papagaios (12 mortes). Nesse último caso, preocupa o aumento em relação a 2012, quando foram registradas apenas cinco mortes em acidentes com pipas na rede elétrica.

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Para o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, a campanha preventiva realizada todos os anos tem papel fundamental na redução dos acidentes, pois a medida ajuda no processo de conscientização da população quanto à importância de se acabar com os riscos para evitar as ocorrências.

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— A melhor maneira de prevenir acidentes é por meio de informação e conscientização da população sobre os cuidados a serem observados na convivência com a rede elétrica. O reflexo desse trabalho pode ser notado nos dados dos últimos 13 anos que mostram uma sustentada redução da taxa de gravidade – de 3,6% ao ano e da taxa de frequência – de 3,4% ao ano.

Nelson explica, ainda, que apesar da recente elevação do índice total de acidentes e de mortes entre 2012 e 2013, nos últimos anos a rede de distribuição de energia elétrica cresceu significativamente. Apesar disso, observa-se uma queda gradual e sustentada desses números de 13 anos pra cá.

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Dados

Atualmente, as 63 distribuidoras do País fornecem seus dados para um sistema de informações, que separa os acidentes em 14 tipos de ocorrência. A análise dos números dos últimos 13 anos (de 2001 a 2013) mostra uma média anual de 924 pessoas acidentadas.

Nos quatro tipos de ocorrências trabalhadas diretamente pelas Campanhas de Segurança (Soltar Pipa ou Papagaio; Instalar ou Reparar Antena de TV; Construção ou Manutenção Predial; Ligação Elétrica Clandestina - furto de energia), o número médio de pessoas acidentadas anualmente é de 436. Esses quatro tipos de ocorrências respondem por cerca de 59% tanto da gravidade como da frequência dos acidentes.

Uma análise dos dados desagregados mostra que, dos seis tipos de ocorrências abordados na campanha, os dois mais críticos são construção e manutenção predial e ligações elétricas clandestinas.

Nos últimos 13 anos, em média, ocorreram 82 mortes por ano nas atividades de construção ou manutenção predial e 40 mortes por ano devido ligações elétricas clandestinas (furto de energia). Cabe destacar que a região Norte, com apenas 8% dos habitantes do País, foi responsável, nos últimos seis anos, por 32% das mortes por ligação elétrica clandestina. 

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