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Acidentes de trabalho vitimam duas vezes mais os homens que as mulheres, diz IBGE

Pesquisa indica que 3,5 milhões deles se machucaram no serviço. Elas foram 1,5 milhão

Economia|Do R7

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Quase 5 milhões de brasileiros se acidentaram no trabalho, diz IBGE
Quase 5 milhões de brasileiros se acidentaram no trabalho, diz IBGE

Os homens se acidentam mais no trabalho que as mulheres. A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (30), indica que trabalhadores do sexo masculino se machucam mais que o dobro de vezes que as mulheres.

Em 2013, base para o estudo, 3,5 milhões de homens com 18 anos ou mais se acidentaram no trabalho — 5,1% do total masculino da força de trabalho na época. Por outro lado, 1,5 milhão de mulheres se machucaram no serviço — 1,9% das trabalhadoras do sexo feminino.

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Naquele ano, 3,4% de todos os trabalhadores foram vítimas de acidentes de trabalho — aproximadamente 5 milhões de pessoas. O IBGE informou ainda que a população ocupada era composta por 56,7% de homens e 43,3% de mulheres.

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Os acidentes de trabalho deixaram marcas a força produtiva do País. Segundo o instituto, um em cada três trabalhadores que se lesionaram deixaram de fazer as suas atividades habituais — 1,6 milhão de pessoas (32,9% do total). Outras 613 mil vítimas de acidentes de trabalho ficaram incapacitadas ou com alguma sequela (12,4% dos acidentados).

Considerando apenas o trânsito, 4,5 milhões de brasileiros sofreram algum acidente com lesões corporais — 3,1% das pessoas de 18 anos em 2013. Um terço desses acidentes ocorreram no trajeto para o trabalho (1,4 milhão de casos) e 445 mil aconteceram durante o serviço (9,9% do total).

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Agressão no trabalho

O instituto informou ainda que 3,1% das pessoas de 18 anos ou mais sofreram alguma violência ou agressão (física, sexual, psicológica) no País em 2013. Isso representa nada menos que 4,6 milhões de pessoas.

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Deste total, 846 mil foram alvo da violência ou da agressão no local de trabalho (18,4% do total). Quando o agressor era conhecido, as proporções foram de 1,8% para os homens (1,3 milhão) e 3,1% para as mulheres (2,4 milhões).

Considerando apenas pessoas conhecidas, as agressões ou violência atingiram 3,7 milhões de pessoas maiores de idade (2,5%), sendo que 439 mil foram agredidas no trabalho (11,9%). Neste recorte, o percentual de vítimas do sexo masculino foi maior: 2,6 milhões (3,7%) contra 2,1 milhões de mulheres (2,7%).

Em 2013, a população brasileura era estimada em 200,6 milhões de pessoas, sendo que 80% tinha 14 anos ou mais de idade. Considerada considerada em idade de trabalhar, essa parcela da população estava assim distribuída em relação ao mercado: população ocupada (57,9%), população fora da força de trabalho (38,5%) e população desocupada (3,5%).

A Pesquisa Nacional de Saúde 2013 - Indicadores de saúde e mercado de trabalho foi feita em todo o território nacional, com brasileiros de 18 anos ou mais, em ao menos 1.800 residências de cada uma das unidades da federação.

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