Logo R7.com
RecordPlus

Ações da Americanas disparam após nova proposta a credores

Acionistas de referência vão investir R$ 12 bilhões; oferta também prevê capitalização e refinanciamento de dívidas

Economia|Do R7, com Reuters

  • Google News
Americanas faz uma nova proposta a seus credores
Americanas faz uma nova proposta a seus credores

As ações da Americanas dispararam quase 19% nesta quarta-feira (11), depois que a companhia revelou ter encaminhado uma nova proposta a seus credores financeiros, que contempla uma injeção de curto prazo de R$ 12 bilhões em dinheiro, a ser feita pelos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Carlos Sicupira e Marcel Telles. A varejista está em recuperação judicial desde o dia 19 de janeiro.

O valor do aporte proposto pelo trio de bilionários considera o financiamento DIP (debtor-in-possession, ou devedor em posse, em português), modalidade específica para empresas em recuperação judicial, que já foi injetado na Americanas, como consta no fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta terça-feira (10).


A nova oferta, segundo a companhia, também prevê capitalização de dívida concursal por parte dos credores, no valor de R$ 12 bilhões, e emissão de nova dívida para refinanciar parte das dívidas concursais existentes, no valor de R$ 1,875 bilhão.

Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp


Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp

Compartilhe esta notícia pelo Telegram


Além disso, a proposta inclui R$ 8,7 bilhões em dinheiro dedicados à recompra antecipada de dívida concursal com desconto, afirmou a empresa no documento.

Na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, na máxima da sessão desta quarta-feira, as ações da varejista foram negociadas a R$ 0,95, em alta de 18,75%. Por volta das 13h55, os papéis eram cotados a R$ 0,86, com elevação de 7,5%.


No último pregão antes da revelação de um rombo contábil da ordem de R$ 20 bilhões, em janeiro, que desencadeou a atual crise da Americanas e culminou no pedido de recuperação judicial, as ações fecharam a R$ 12.

Do início da crise até o dia 1º de outubro, a empresa já havia fechado 88 lojas. No fim de agosto, segundo documento enviado à CVM, havia 1.794 lojas em funcionamento. De acordo com o relatório, entre os dias 21 de agosto e 17 de setembro, a varejista desligou 1.131 funcionários — 639 foram pedidos de demissão.

Veja também: Passagem aérea puxa preços em setembro; veja vilões da inflação

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.