Ações europeias têm máxima recorde por planos de corte de tarifas da China e bancos

Por Susan Mathew

(Reuters) - Os bancos da zona do euro levaram o mercado acionário europeu a novas máximas nesta quinta-feira, em meio a um rali nas ações globais amparado pela medida da China de cortar pela metade tarifas adicionais sobre alguns produtos dos Estados Unidos.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,48%, a 1.662 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,44%, a 425 pontos, estendendo os ganhos para a quarta sessão e fechando em máxima recorde.

Entretanto, o STOXX 600 ainda terminou abaixo da marca de 426,70 pontos atingida mais cedo na sessão, uma vez que a queda nos preços do petróleo pesou sobre o setor de energia..

Pequim disse que vai reduzir as tarifas extras adotadas no ano passado sobre 1.717 produtos, semanas depois da assinatura da Fase 1 do acordo comerecial com os EUA que proporcionou uma trégua à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Os setores de recursos básicos e tecnologia da Europa, sensíveis ao comércio, avançaram cerca de 0,7% e 0,5%, respectivamente.

Os bancos Unicredit, DNB e Nordea Bank ganharam mais de 6%, depois de divulgarem fortes resultados trimestrais. O alemão Deutsche Bank teve o melhor dia em mais de oito anos após revelar que um novo acionista, o Capital Group, assumiu uma participação de 3,1% na empresa.

Tudo isso levou o índice de bancos da zona do euro a registrar o maior ganho diário em um mês.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,30%, a 7.504 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,72%, a 13.574 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,88%, a 6.038 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,05%, a 24.490 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,96%, a 9.811 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,29%, a 5.287 pontos.