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Acordo de livre-comércio Mercosul-UE pode sair em 2018, diz Itamaraty

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - Um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode ser obtido em 2018, dependendo dos resultados de eleições na França e na Alemanha no ano que vem, disse nesta sexta-feira um diplomata brasileiro.

"O acordo pode acontecer em 2018, após eleições europeias", disse o subsecretário de assuntos econômicos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Cozendey, durante seminário de comércio exterior.

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Segundo o embaixador, um entrave ao acordo pode ser a eleição de partidos de extrema direita na Europa, o que reforçaria o viés de protecionismo comercial da região, especialmente no setor agrícola, similar à situação que impediu um acordo entre os dois blocos há cerca de 10 anos.

A França terá eleição presidencial em maio de 2017 e pesquisas de intenção de voto têm apontado que a candidata Marine Le Pen, da extrema direita, deve ir para o segundo turno.

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Na Alemanha, o partido conservador da atual chanceler Angela Merkel sofreu derrotas neste ano, inclusive para partidos de extrema direita.

Após vários anos de paralisação, as conversas para um acordo de livre-comércio Mercosul-UE avançaram neste ano. Após um encontro em Bruxelas, no mês passado, representantes dos dois blocos voltam a conversar em março de 2017, em Buenos Aires.

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Segundo Cozendey, houve maior abertura do Mercosul para retomada das conversas após a eleição da Argentina do presidente Maurício Macri, que tem um forte discurso de abertura comercial.

Por parte da UE, um eventual acordo é visto como envolvendo menos riscos do que um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, embora haja resistência europeia a uma maior entrada de produtos agrícolas brasileiros.

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Para Cozendey, caso um acordo seja fechado nas bases atuais, os setores econômicos no Brasil que seriam potencialmente mais impactados são os de bens de capital, de autopeças e químicos.

"Todos acordos podem criar perdedores e vencedores; temos que pensar como lidar com esses setores", disse Cozendey à Reuters.

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(Por Aluísio Alves)

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