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Aliança do Pacífico e Mercosul concordam em aumentar relações econômicas e comerciais

Economia|Do R7

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Por Adriana Barrera e Anthony Esposito

PUERTO VALLARTA, México (Reuters) - A Aliança do Pacífico e o Mercosul, as maiorias iniciativas de integração da América Latina, concordaram nesta terça-feira em aumentar relações econômicas e comerciais em meio às medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que podem provocar uma guerra comercial global.

Da ameaça de anular acordos comerciais existentes à elevação de tarifas de importação de aço e alumínio, as medidas norte-americanas têm abalado tanto aliados tradicionais quanto rivais.

Na semana passada, Trump disse estar pronto para taxar bens importados da China num valor de 500 bilhões de dólares.

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"O objetivo foi fortalecer os vínculos entre os dois blocos comerciais mais importantes da América Latina", disse o presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante 13ª Cúpula da Aliança do Pacífico, no balneário mexicano de Puerto Vallarta.

Na quarta-feira, os líderes do bloco Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – devem se unir em defesa do multilateralismo numa reunião em Joanesburgo.

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Trump ameaçou várias vezes não seguir com a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) –integrado também por Canadá e México- mas o enviado do México para as negociações disse esperar que as conversas para modernizar o pacto comercial sejam concluídas nos próximos meses.

Peña Nieto disse que os membros da Aliança do Pacífico – Chile, Colômbia, México e Peru – concordaram com o Mercosul – composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – em explorar novas rotas de cooperação para aumentar a relação econômica e comercial em áreas de interesse comum.

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Mas o presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse em entrevista coletiva que espera que o México siga comprometido com a abertura e a integração comercial assim que Andrés Manuel López Obrador assumir como presidente.

Ele acrescentou que, com o Mercosul, passaram de um roteiro de intenções a um plano de ação com metas, prazos e objetivos claros para convergir e "esperançosamente chegar rapidamente a uma grande zona de livre comércio na América Latina".

Presidentes e representantes dos oito países concordaram em facilitar o comércio de bens, aumentar a internacionalização de pequenas e médias empresas, fomentar a economia do conhecimento e gerar mais benefícios para a população, da qual 30 por cento vivem na pobreza.

A Aliança do Pacífico e o Mercosul são os blocos regionais mais povoados, e com maior peso econômico da América Latina.

No fim de 2018 a Aliança do Pacífico pode acrescentar como membros Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Cingapura. O bloco também recebeu pedidos do Equador e da Coreia do Sul para participação no grupo.

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