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Alta da produção industrial em outubro é guiada por dez das 15 regiões analisadas

Maiores avanços partiram de Pernambuco (12,4%), Bahia (8,1%) e região Nordeste (4,2%), afirma IBGE

Economia|Do R7

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Produção industrial cresceu 0,1% em outubro
Produção industrial cresceu 0,1% em outubro

O leve crescimento de 0,1% da produção industrial no mês de outubro foi puxado pelas taxas positivas em dez das 15 regiões analisadas, mostram dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os maiores avanços individuais vieram de Pernambuco (12,4%), Bahia (8,1%) e região Nordeste (4,2%), enquanto São Paulo (0,6%) registrou a segunda maior influência no resultado mensal.


A maior influência ficou com a Bahia, com avanços dos setores de derivados do petróleo e produtos químicos e alimentos, explica Bernardo Almeida, analista da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) Regional.

"Avaliando conjuntamente os resultados dos três meses anteriores, onde acumulou queda de 12,1%, o que podemos inferir sobre a indústria baiana é a mesma atmosfera conjuntural que observamos dentro da produção industrial nacional, com a taxa de juros ainda em patamar elevado", diz ele.


O pesquisador do IBGE ressalta ainda que os juros em termos elevados também afetam a demanda, diminuindo o consumo das famílias, um efeito que ocorre não somente na indústria baiana, mas também na nacional.

A indústria paulista, responsável por cerca de 33% da produção industrial nacional, apresentou alta de 0,6% em outubro. “O setor farmacêutico e o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos influenciaram positivamente esse resultado", afirma Almeida.


"Vale salientar ainda que, com o avanço de 0,6%, a indústria paulista está 1,7% abaixo do seu patamar pré-pandemia. Mesmo obtendo esse avanço, é possível observar nitidamente que São Paulo ainda está aquém do seu nível de produção pré-pandemia."

Almeida ressalta que, com os resultados recentes da indústria de São Paulo, sobre a qual o setor de veículos automotores exerce importante influência, é possível perceber como os fatores conjunturais que afetam a indústria nacional impactam em um comportamento mais oscilante da indústria local. O ramo lida com a depreciação de seus produtos e, conforme os mesmos ficam parados ou estocados, perdem valor.


"Em um ambiente de demanda arrefecida devido a uma taxa de juros elevada, um excesso de oferta nesse setor pode levar a uma significativa depreciação no valor do volume produzido e estocado. Com isso, conseguimos observar um comportamento com um ritmo de produção moderado, justamente para acompanhar essa conjuntura na qual oferta e demanda precisam se equilibrar”, completa ele.

Já o maior avanço para o mês veio de Pernambuco, que assinalou alta de 12,4%, com os setores de derivados de petróleos, de alimentos e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos exercendo os maiores impactos.

"Esse resultado positivo eliminou parte da perda acumulada nos últimos quatro meses, que foi de 18%. Não é possível dizer que esse resultado representa um princípio de recuperação, mas, sim, um movimento compensatório da indústria local”, explica o analista.

Perdas

Do lado das quedas, Espírito Santo (-3,1%) e Amazonas (-2,6%) mostraram os recuos mais intensos na produção nesse mês, com ambos marcando o segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perdas de 7,9% e 8,6%, respectivamente. Já o Rio de Janeiro, com perda de (2%), foi a principal influência negativa no resultado mensal.

“Esse resultado da indústria fluminense vem após dois meses de resultados positivos, onde acumulou um ganho de 5,2%. Portanto, o resultado de outubro elimina parte dos ganhos obtidos nos últimos meses e foi influenciado pelo setor extrativo, ligado à extração do petróleo e gás natural, e do setor de derivados do petróleo, ligado ao refino, que são dois setores muito influentes na indústria local”, ressalta Almeida.

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