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Alta de 333% na venda de modelo da Jeep puxa avanço na venda de importados

Economia|Do R7

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São Paulo, 10 - A venda de automóveis e comerciais leves importados no Brasil cresceu 24,8% em maio ante abril, principalmente em razão do aumento de 243,4% nas vendas da Jeep no período, mostram dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa). O crescimento expressivo da marca foi puxado pelo avanço de 333% nos emplacamentos do modelo Jeep Renegade, lançado oficialmente no País em abril deste ano.

No mês passado, a Jeep vendeu 2.792 unidades no País, das quais 2.492 são apenas do Renegade. Esse movimento de alta das vendas da montadora começou em abril deste ano, quando a marca vendeu 813 veículos, sendo 575 referentes apenas ao novo SUV. Sem as vendas do novo modelo, números da Abeifa mostram que as vendas totais de automóveis e comerciais leves importados no País em maio teriam caído 12% em relação a abril e 20,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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"Os números mostram que tivemos um crescimento muito específico em maio. Se analisarmos pontualmente, vemos que estando gozando de um modelo novo de trabalho, com fato relevante de que bons produtos e bons lançamentos contribuem para melhorar o desempenho do setor", avaliou o presidente da Abeifa, Marcel Visconde, em entrevista à imprensa após apresentar os dados. Ele ponderou, contudo, que um "olhar mais clínico" denota que o cenário para o segmento não mudou.

"O diagnóstico agora é de dificuldade. A crise setorial que havíamos apontado tempos atrás se sincronizou e estamos em uma fase bastante aguda neste momento", afirmou. Com queda acumulada de 14% nas vendas até maio, o executivo avaliou que o primeiro semestre será perdido. Segundo ele, ainda há espaço para piora, mas somente no segundo semestre será possível ver sinais mais claros se o cenário vai piorar ou melhorar. "Neste momento, não temos elementos macroeconômicos de que vamos mudar no curto prazo", ponderou.

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O presidente da Abeifa comentou que a recessão na economia brasileira e, consequentemente, a crise no setor automotivo, tem provocado redução no número de revendas e no quadro de funcionários de forma sistemática. "Não estamos imunes à crise", afirmou, informando não ter números de fechamentos de concessionárias ou demissões no segmento de importados. De acordo com ele, os estoques estão altos. Na Kia, por exemplo, são equivalentes a 4 meses e meio de vendas, enquanto, na JAC Motors, a 2 meses.

Dólar

Visconde comentou ainda que a variação cambial nos últimos meses tem complicado bastante o planejamento de compra e vendas das concessionárias. Ele destacou que, mesmo com a alta do dólar, está "muito difícil" repassar o aumento de custos aos preços. "O consumidor hoje está ávido por ofertas, por negociações. Está todo mundo brigando pelo mesmo consumidor. Então, estamos olhando muito menos a margem de lucro e mais propriamente a venda", justificou.

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