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Alta de Petrobras compensa cenário internacional e Bovespa fecha estável

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - Depois de perdas intensas pela manhã e uma tarde volátil, a bolsa paulista fechou estável nesta terça-feira, com a alta das ações da Petrobras compensando a pressão exercida pelo cenário internacional.

O Ibovespa teve variação positiva de 0,03 por cento, a 48.591 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,7 bilhões de reais.

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O dia negativo dos principais mercados acionários mundiais acabou arrastando a bolsa brasileira para baixo durante boa parte do pregão, com o Ibovespa chegando a cair 2,5 por cento no pior momento do dia.

As bolsas europeias recuaram com incertezas sobre a Grécia. Já o mercado acionário norte-americano sofria com resultados corporativos fracos e a queda nas encomendas de bens duráveis em dezembro, em sinal potencial de que a desaceleração global e a queda dos preços do petróleo podem estar afetando a maior economia do mundo.

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Na China, os lucros das indústrias recuaram 8 por cento em dezembro, pior performance em ao menos um ano, completando o quadro desfavorável no exterior e para as commodities.

Do lado doméstico, o mercado permaneceu sensível a temores sobre um eventual racionamento de energia.

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As ações preferenciais da Petrobras chegaram a cair 3,83 por cento na mínima nesta terça-feira, mas especulações sobre o resultado do terceiro trimestre, que deve ser divulgado ainda nesta terça-feira, levaram à sua súbita disparada durante a tarde, com alta de 4,64 por cento no melhor momento do dia. Os papéis fecharam em alta de 2,62 por cento, puxando para cima a bolsa como um todo.

"O balanço está deixando o papel volátil e, como ela (Petrobras) tem um peso enorme, acaba ajudando a bolsa", disse o economista Hersz Ferman, da Elite Corretora. Analistas estão cautelosos e incertos sobre os números da estatal, uma vez que a Petrobras pode reconhecer uma significativa baixa contábil, em meio ao impacto da operação Lava Jato da Polícia Federal.

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As ações da Cia Hering foram destaque de queda, com recuo 6,66 por cento, após a varejista de moda divulgar queda de 3,8 por cento nas vendas no quarto trimestre em lojas abertas há mais de 12 meses e aumento modesto de 0,5 por cento na receita bruta.

A construtora e incorporadora PDG Realty também recuou com força pelo segundo dia consecutivo, com operadores citando perspectivas pouco animadores para os seus resultados do quarto trimestre.

A operadora Oi foi outro expoente de baixa, após expressivos ganhos na semana passada. Na ponta positiva apareceram as ações da JBS e da Sabesp, além da Petrobras.

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(Por Priscila Jordão)

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